Arquivo da categoria: Podcasts

Em quietude recebo hoje o Verbo de Deus, Lição 125

Licao125_UCEM.png

Para ouvir a lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Culpa”, “Deus”, “Filho de Deus”, “Medo”, “Mente”, “Mente Certa”, “Mente Errada”, “Mente Una”, “Mundo”, “Mundo Real”, “Pecado”, “Ser” e “Sonho”, como referências para melhor compreensão do exercício.

*****

Em quietude recebo hoje o Verbo de Deus.

Que esse dia seja um dia de serenidade e de silenciosa escuta. Hoje, é Vontade de teu Pai que ouças o Seu Verbo. Ele te chama das profundezas da tua mente onde Ele habita. Ouve-O hoje. Nenhuma paz é possível até que o Seu Verbo seja ouvido por todo o mundo, até que a tua mente, escutando silenciosamente, aceite a mensagem que o mundo tem que ouvir para introduzir o quieto tempo da paz.

Esse mundo mudará através de ti. Nenhum outro meio pode salvá-lo, pois o Plano de Deus é simplesmente esse: O Filho de Deus é livre para salvar-se; o Verbo de Deus lhe foi dado para ser o seu Guia, para estar sempre na sua mente e ao seu lado para conduzi-lo com segurança à casa de seu Pai pela sua própria vontade, para sempre tão livre quanto a de Deus. Ele não é conduzido pela força, mas só pelo amor. Ele não é julgado, apenas santificado.

Em serenidade hoje, ouviremos a Voz de Deus sem a intrusão de nossos pensamentos mesquinhos, sem nossos desejos pessoais e sem qualquer julgamento do Seu santo Verbo.

Não nos julgaremos hoje, pois o que somos não pode ser julgado. Estaremos à parte de todos os julgamentos que o mundo impõe sobre o Filho de Deus. O mundo não o conhece.

Hoje, não escutaremos o mundo, mas esperaremos em silêncio pelo Verbo de Deus.
Ouve, santo Filho de Deus, o teu Pai falar. A Sua Voz quer te dar o Seu santo Verbo, para espalhar pelo mundo as boas-novas da salvação e do tempo santo da paz. Reunimo-nos hoje no trono de Deus, o sereno lugar no interior da mente em que Ele habita para sempre, na santidade que Ele criou e que nunca deixará.

Ele não esperou até que tu Lhe devolvesses a tua mente para te dar o Seu Verbo. Ele não Se escondeu de ti, enquanto passaste algum tempo vagando longe Dele. Ele não alimenta as ilusões que tu manténs sobre ti mesmo. Ele conhece o Seu Filho e a Sua Vontade é que esse permaneça como parte Dele, a despeito dos seus sonhos, a despeito da loucura de achar que a sua própria vontade não lhe pertence.

Hoje, Ele fala contigo. A Sua Voz aguarda o teu silêncio, pois o Seu Verbo não pode ser ouvido enquanto a tua mente não se aquietar por um momento e os teus desejos sem significado não se calarem. Espera pelo Seu Verbo em quietude. Há em ti a paz a ser invocada hoje, para ajudar a aprontar a tua mente mais santa para ouvir a Voz pelo Criador.

Três vezes hoje, nos momentos mais adequados para o silencio, dá dez minutos que estarão à parte do tempo em que escutas o mundo, e ao invés disso, escolhe escutar gentilmente o Verbo de Deus. Ele te fala de um lugar mais próximo de ti do que o teu coração. A Sua Voz está mais perto do que a tua mão. O Seu Amor é tudo o que tu és e o que Ele é, o mesmo que tu e tu o mesmo que Ele.

É a tua voz que escutas quando Ele te fala. É o teu Verbo que Ele diz. É o Verbo da liberdade e da paz, da unidade da vontade e de propósito, sem nenhuma separação ou divisão na Mente única do Pai e do Filho. Em quietude escuta o teu Ser hoje e deixa-O dizer-te que Deus nunca deixou o Seu Filho e que tu nunca deixaste o teu Ser.

Apenas fica quieto. Não precisarás de nenhuma regra, a não ser essa: deixar que a tua prática de hoje te eleve acima do pensamento do mundo e liberte a tua visão dos olhos do corpo. Apenas aquieta-te e escuta. Tu ouvirás o Verbo no qual a Vontade de Deus Filho se une à Vontade de seu Pai, em unidade com ela, sem ilusões que se interpõem entre o que é totalmente indivisível e verdadeiro. Hoje, à passagem de cada hora, aquieta-te por um momento e lembra a ti mesmo de que tens um propósito especial para esse dia: receber em quietude o Verbo de Deus.

*****

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Culpa: o sentimento vivido em relação ao pecado. O seu reflexo, que vem das nossas mentes, é visto na totalidade das crenças e sentimentos negativos que temos sobre nós mesmos, em sua maioria inconscientes. A culpa se baseia numa sensação de in- dignidade inerente, aparentemente além do poder de Deus para perdoar. Embora estejamos equivocados, acreditamos que Deus exige que sejamos punidos pelo pecado aparente de termos nos separados Dele. Seguindo os conselhos do ego, que nos diz que encarar a culpa nos destruiria, negamos a sua presença em nos- sas mentes e a projetamos para fora em forma de ataque, seja contra os outros em forma de raiva, ou contra os nossos próprios corpos em forma de doença.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Filho de Deus: conhecimento – Segunda Pessoa da Trindade; o Cristo Que é nosso Verdadeiro Ser.

Percepção: nossa identidade como Filhos separados, ou o Filho de Deus como um ego com uma mente errada e uma mente certa; a expressão bíblica “Filho do homem” raramente é usada para designar o Filho separado.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Mundo: Nível 1 – o efeito da crença do ego na separação, que é a sua causa; o pensamento de separação e ataque a Deus revestido de forma. Sendo a expressão da crença no espaço e no tempo, não foi criado por Deus Que transcende inteiramente o tempo e o espaço; a menos que esteja sendo feita uma referência específica ao mundo do conhecimento, se refere apenas à percepção, o domínio do ego depois da separação.

Nível 2: mentalidade errada  –  a prisão da separação que reforça a crença do ego no pecado e na culpa, perpetuando a existência aparente deste mundo.

Mentalidade certa: uma sala de aula, na qual aprendemos as nossas lições de perdão, o instrumento de ensino do Espírito Santo para nos ajudar a transcender o mundo; assim o propósito do mundo é nos ensinar que o mundo não existe.

Mundo Real: estado da mente no qual, através do perdão completo, o mundo da percepção é libertado das projeções que colocamos sobre ele. Assim, é a mente que muda, não o mundo, e passamos a ver através da visão de Cristo que abençoa em vez de condenar; o sonho feliz do Espírito Santo; o fim da Expiação, desfazendo nossos pensamentos de separação e permitindo que Deus dê o último passo.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Ser: a nossa verdadeira Identidade como Filhos de Deus; sinônimo de Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade e contrastado com o ser egoico que nós fizemos em substituição à criação de Deus; raramente usado em referência ao Ser de Deus.

Sonho: o estado pós-separação no qual o Filho de Deus sonha um sonho de pecado, culpa e medo, acreditando que essa seja a realidade, e o Céu o sonho; o Filho, sendo o sonhador, é a causa do mundo que é o efeito, apesar dessa relação de causa e efeito parecer ser revertida neste mundo, onde parecemos ser o efeito ou as vítimas do mundo; ocasionalmente usado para denotar sonhos durante o sono, embora não exista nenhuma diferença real entre eles e os sonhos que sonhamos acordados, pois ambos pertencem ao mundo ilusório da percepção.

Citação do Dia

PARA REFLEXÃO :: Sobre o Câncer como uma metáfora.

Uma célula de câncer é uma célula que se tornou insana. Ela foi desconectada de sua inteligência natural. Ela esqueceu que está aqui para colaborar com outras células, que existe para servir o funcionamento saudável do sistema do qual ela faz parte. Ela se separou do orgão para o qual a natureza a havia designado, reunindo outras células tão doentes como ela para criar um outro reino num mundo separado. Esse falso reino, esse tumor maligno, busca se preservar fazendo crescer ainda mais de si mesmo. Portanto, ele não ameaça apenas o seu portador, mas também a si mesmo.

Essa não é simplesmente uma descrição de células de um corpo. É uma descrição da malignidade emocional da raça humana, a qual se separou de sua inteligência natural. Essa malignidade emocional ameaça toda a humanidade, assim como a doença do câncer ameaça um corpo. Nossa doença é a crença de que somos separados uns dos outros, de Deus, do resto da vida, não mantendo nenhum senso de responsabilidade ou amor por ninguém nem nada além dos seletos beneficiários de nossa gentileza. Essa distorção de nosso verdadeiro senso de ser é um câncer que poderia levar à destruição de nossa espécie. Ela nos tenta a nos esquecer de nossa função de colaboradores uns dos outros na promoção do funcionamento saudável do todo do qual fazemos parte. Isso será curado, em nossos corpos e no mundo, conforme retornamos a nosso verdadeiro ser.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Que eu me lembre que eu sou um com Deus, Lição 124

Licao124_UCEM.png

Para ouvir a lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Cristo”, “Culpa”, “Cura”, “Deus”, “Fé”, “Mente”, “Mente Certa”, “Mente Errada”, “Mente Una”, “Milagre”, “Mundo”, “Mundo Real”, “Pecado”, “Perdão”, “Salvação”, “Separação”, como referências para melhor compreensão do exercício.

*****

Que eu me lembre que sou um com Deus.

Hoje, damos graças mais uma vez pela nossa Identidade em Deus. A nossa casa está em segurança, a proteção nos é garantida em tudo o que fazemos, o poder e a força estão ao nosso alcance em todos os nossos empreendimentos. Não podemos falhar em anda. Tudo o que tocamos se reveste de uma luz brilhante que abençoa e cura. Em unidade com Deus e com o universo, continuamos o nosso caminho, regozijando-nos com o pensamento de que o próprio Deus vai conosco a toda parte.

Como são santas as nossas mentes! E tudo o que vemos reflete a santidade dentro da mente que está em unidade com Deus e consigo mesma. Como os erros desaparecem com facilidade e a morte dá lugar à vida que dura para sempre. As marcas brilhantes dos nossos passos indicam o caminho para a verdade, pois Deus é o nosso Companheiro enquanto
caminhamos pelo mundo ainda um pouco mais. E aqueles que vêm para nos seguir reconhecerão o caminho, pois a luz que carregamos fica atrás de nós, embora também permaneça conosco à medida que caminhamos.

O que recebemos é a nossa dádiva eterna para aqueles que nos seguem, para aqueles que foram antes de nós, ou que ficaram algum tempo conosco. E Deus Que nos ama a todos com amor igual, aquele no qual fomos criados, sorri para nós e nos oferece a felicidade que demos.

Hoje, não duvidaremos do Seu Amor por nós, nem questionaremos a Sua proteção e o Seu cuidado. Nenhuma ansiedade sem significado pode vir para interferir na nossa fé e na nossa consciência da Sua Presença. Somos um com Ele hoje, em reconhecimento e lembrança. Nós O sentimos em nossos corações. Nossas mentes contêm os Seus pensamentos, nossos olhos contemplam a Sua beleza em tudo o que olhamos. Hoje, vemos apenas o que é amoroso e amável.

Vemos isso nas aparências da dor e a dor dá lugar à paz. Vemos isso nos frenéticos, nos tristes e nos aflitos, nos solitários e nos medrosos que são restaurados à tranqüilidade e à paz da mente na qual foram criados. É o que vemos nos moribundos e nos mortos também, restaurando-os à vida. Vemos tudo isso porque o vimos primeiro dentro de nós mesmos.

Nenhum milagre jamais pode ser negado àqueles que sabem que são um com Deus. Nenhum dos seus pensamentos deixa de ter o poder de curar todas as formas de sofrimento em qualquer pessoa, nos tempos que já passaram e nos tempos que ainda estão por vir, com a mesma facilidade com que curam aqueles que atualmente caminham ao seu lado. Os seus pensamentos são intemporais e estão à parte da distancia e à parte do tempo.

Nós nos unimos nesta consciência ao dizermos que somos um com Deus. Pois, nestas palavras, também estamos dizendo que estamos salvos e curados e como conseqüência podemos salvar e curar. Aceitamos e agora queremos dar. A razão disso é que queremos conservar as dádivas que nosso Pai nos deu. Hoje, queremos vivenciar a nós mesmos em unidade com Ele para que o mundo possa compartilhar o nosso reconhecimento da realidade. Em nossa experiência, o mundo é libertado. Ao negarmos a nossa separação do nosso Pai, o mundo é curado junto conosco.

Que a paz esteja contigo hoje. Assegura a tua paz praticando a consciência de que és um com o teu Criador, assim como Ele é um contigo. Em algum momento hoje, quando te parecer melhor, dedica meia-hora ao pensamento de que és um com Deus. Essa é a nossa primeira tentativa de empreender um período prolongado de prática para o qual não damos regras nem palavras especiais para guiar a tua meditação. Confiaremos que hoje, a Voz de Deus falará assim como Ele achar melhor, certos de que Ele não falhará. Permanece com Ele durante essa meia-hora. Ele fará o resto.

O teu beneficio não será menor se acreditares que nada acontece. Podes não estar pronto para aceitar o que ganhaste no dia de hoje. Entretanto, em algum momento, em algum lugar, isso virá a ti e não deixarás de reconhecê-lo quando despontar com certeza na tua mente. Essa meia-hora será emoldurada em ouro e cada minuto será como um diamante cravado em volta do espelho que esse exercício te oferecerá. E nele verás a face de Cristo refletindo a tua.

Talvez hoje, talvez amanhã, verás a tua própria transfiguração no vidro que essa santa meia-hora te oferecerá para que contemples a ti mesmo. Quando estiveres pronto, o acharás lá dentro da tua mente, esperando para ser achado. Então, lembrarás o pensamento ao qual deste essa meia-hora e estarás ciente, com gratidão, de que nunca o tempo foi melhor aproveitado.

Talvez hoje, talvez amanhã, olharás para esse vidro e entenderás que a luz sem pecado que vês pertence a ti, que a beleza que contemplas é a tua própria. Conta essa meia-hora como uma dádiva tua para Deus, na certeza de que o que Ele devolverá será um senso de amor que não podes entender, uma alegria por demais profunda para a tua compreensão, uma vista por demais santa para que os olhos do corpo a vejam. Entretanto, podes ter certeza de que algum dia, talvez hoje, talvez amanhã, tu entenderás, compreenderás e verás.

Adiciona outras jóias à moldura dourada que enquadra o espelho que te é oferecido hoje, repetindo a ti mesmo a cada hora:

Que eu me lembre que sou um com Deus, em unidade
com todos os meus irmãos e com o meu Ser, na
santidade e na paz que duram para sempre.

*****

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Cristo: Segunda Pessoa da Trindade; o Filho Unigênito de Deus ou a Totalidade da Filiação; o Ser que Deus criou por extensão de Seu Espírito. Ainda que Cristo crie como Seu Pai, ele não é o pai, pois Deus criou Cristo, mas Cristo não criou Deus. (nota: Cristo não deve ser equiparado exclusivamente a Jesus).

Culpa: o sentimento vivido em relação ao pecado. O seu reflexo, que vem das nossas mentes, é visto na totalidade das crenças e sentimentos negativos que temos sobre nós mesmos, em sua maioria inconscientes. A culpa se baseia numa sensação de in- dignidade inerente, aparentemente além do poder de Deus para perdoar. Embora estejamos equivocados, acreditamos que Deus exige que sejamos punidos pelo pecado aparente de termos nos separados Dele. Seguindo os conselhos do ego, que nos diz que encarar a culpa nos destruiria, negamos a sua presença em nos- sas mentes e a projetamos para fora em forma de ataque, seja contra os outros em forma de raiva, ou contra os nossos próprios corpos em forma de doença.

Cura: a correção na mente da crença na doença que faz com que a separação e o corpo pareçam reais; o efeito de se unir a ou- tro no perdão, deslocando a percepção de corpos separados – a fonte de toda doença – para o nosso propósito compartilhado de cura neste mundo. Já que a cura se baseia na crença de que nossa verdadeira Identidade é o espírito, não o corpo, todos os tipos de doença não podem deixar de ser ilusórios, pois só um corpo ou um ego podem sofrer. A cura, portanto, reflete o princípio segundo o qual não existe uma ordem de dificuldades em milagres.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Fé: Podemos ter fé no ego ou no Espírito Santo, na ilusão do pecado nas outras pessoas ou na verdade da sua santidade como Filhos de Deus. Fé é a expressão de onde depositamos nossa crença.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Milagre: a mudança da mente que desloca a nossa percepção do mundo egoico do pecado para o mundo do perdão do Espírito Santo; reverte a projeção devolvendo à mente a sua função causativa, permitindo-nos escolher outra vez; transcende as leis deste mundo para refletir as leis de Deus; se realiza pela nossa união com o Espírito Santo ou Jesus, sendo o meio de curar as nossas mentes e as mentes dos outros (nota: não deve ser confundido com a compreensão tradicional de milagres como mudança nos fenômenos externos).

Mundo: Nível 1 – o efeito da crença do ego na separação, que é a sua causa; o pensamento de separação e ataque a Deus revestido de forma. Sendo a expressão da crença no espaço e no tempo, não foi criado por Deus Que transcende inteiramente o tempo e o espaço; a menos que esteja sendo feita uma referência específica ao mundo do conhecimento, se refere apenas à percepção, o domínio do ego depois da separação.

Nível 2: mentalidade errada  –  a prisão da separação que reforça a crença do ego no pecado e na culpa, perpetuando a existência aparente deste mundo.

Mentalidade certa: uma sala de aula, na qual aprendemos as nossas lições de perdão, o instrumento de ensino do Espírito Santo para nos ajudar a transcender o mundo; assim o propósito do mundo é nos ensinar que o mundo não existe.

Mundo Real: estado da mente no qual, através do perdão completo, o mundo da percepção é libertado das projeções que colocamos sobre ele. Assim, é a mente que muda, não o mundo, e passamos a ver através da visão de Cristo que abençoa em vez de condenar; o sonho feliz do Espírito Santo; o fim da Expiação, desfazendo nossos pensamentos de separação e permitindo que Deus dê o último passo.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Salvação: a Expiação ou o desfazer da separação; somos “salvos” da nossa crença na realidade do pecado e da culpa através da mudança da mente que o perdão e o milagre acarretam.

Separação: a crença no pecado que afirma uma identidade separada de nosso Criador; pareceu acontecer uma vez, e o sistema de pensamento que surgiu dessa ideia é representado pelo ego; resulta em um mundo de percepção e forma, de dor, sofrimento e morte, real no tempo, mas desconhecido na eternidade.

 

Citação do Dia

Tudo que acontecer hoje é parte do plano de Deus.

Tudo que acontece é parte de um misterioso processo educacional para o qual eu sou atraída para situações que servem o meu aprendizado maior. Eu escolho em toda situação hoje, ser a versão mais bonita de mim mesma, para que assim eu possa aprender através da alegria.

Eu sou convidada a experimentar a vida de um nível mais alto – ser forte onde eu tenho sido fraca, ser curada onde eu agi através das minhas feridas, dar amor onde eu o havia retido. Assim, que possa esse dia servir os propósitos de Deus em ação em minha vida.

Querido Deus,
Eu me entrego a tudo que acontecer hoje,
Cada encontro e cada ocorrência,
Para os Seus propósitos em mim e nos outros.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Agradeço ao meu Pai por Suas dádivas para mim, Lição 123

Licao123_UCEM.png

Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Criação”,  “Cristo”, “Deus”, “Jesus”, “Espírito Santo”, “Pecado”, “Perdão”, “Ser”, como referências para melhor compreensão do exercício.

*****

Agradeço ao meu Pai por Suas dádivas para mim.

Hoje, sejamos gratos. Chegamos a atalhos mais suaves e a estradas mais planas. Não pensamos em voltar atrás e não há nenhuma resistencia implacável à verdade. Um pouco de indecisão permanece, algumas pequenas objeções e um pouco de hesitação mas podes muito bem ser grato pelos teus ganhos, que são muito maiores do que reconheces.

Agora, um dia dedicado à gratidão acrescentará o beneficio de algum discernimento acerca da real extensão de tudo o que tens ganho, das dádivas que tens recebido. Fica contente hoje em gratidão amorosa, o teu Pai não te abandonou a ti mesmo, nem te deixou a vagar sozinho no escuro. Sê grato por Ele te ter salvo do ser que pensaste ter feito para ocupar o Seu lugar e o da Sua criação. Hoje, dá-Lhe graças.

Dá-Lhe graças por Ele não ter te abandonado e pelo Seu Amor permanecer para sempre brilhando sobre ti, para sempre imutável. Dá-Lhe graças também por seres imutável, pois o Filho que Ele ama é tão imutável quanto Ele próprio. Sê grato por estares salvo. Fica contente por teres uma função a ser cumprida na salvação. Sê grato por teu valor transcender em muito as tuas parcas dádivas e os teus julgamentos mesquinhos sobre aquele que Deus estabeleceu como Seu Filho.

Hoje, em gratidão elevamos os nossos corações acima do desespero e erguemos os nossos olhos agradecidos que não olham mais para baixo, para o pó. Hoje, entoamos a canção do agradecimento em honra ao Ser Que segundo a Vontade de Deus é a nossa verdadeira Identidade Nele. Hoje, sorrimos para todos aqueles que vemos e caminhamos com passos leves ao fazermos o que nos foi designado fazer.

Não vamos sozinhos. E damos graças porque na nossa solidão um Amigo veio para nos falar do Verbo salvador de Deus. E agradecemos a ti por tê-Lo ouvido. O Verbo de Deus não tem som, se não for ouvido. Ao agradeceres a Ele, os agradecimentos são teus também.

Uma mensagem que não é ouvida não salvará o mundo, por mais poderosa que seja a Voz que a diz, por mais amorosa que a mensagem possa ser.

Graças sejam dadas a ti que ouviste, pois vens a ser o mensageiro que traz consigo a Sua Voz e a deixa ecoar por todo o mundo. Hoje recebe os agradecimentos de Deus ao dar graças a Ele. Pois Ele quer te oferecer os agradecimentos que tu Lhe dás, já que Ele recebe com amorosa gratidão as tuas dádivas e as devolve mil vezes, cem mil vezes maiores do que quando foram dadas. Ele abençoará as tuas dádivas compartilhando-as contigo. E assim elas crescem em poder e força até que encham o mundo com contentamento e gratidão.

Recebe o Seu agradecimento e oferece-Lhe o teu durante quinze minutos duas vezes hoje. E compreenderás a Quem ofereces a tua gratidão e a Quem Ele agradece quando estás Lhe agradecendo. Essa santa meia-hora dada a Ele te será devolvida na proporção de anos para cada segundo e poder para salvar o mundo com rapidez aumentada de muitas eras graças ao teu agradecimento a Ele.

Recebe os Seus agradecimentos e compreenderás o quão amorosamente Ele te guarda na Sua Mente, quão profundo e ilimitado é o Seu cuidado para contigo, quão perfeita é a Sua gratidão a ti. Lembra-te de pensar Nele a cada hora e dá-Lhe graças por tudo o que Ele deu ao Seu Filho para que ele possa erguer-se acima do mundo lembrando-se do seu Pai e do seu Ser.

*****

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Criação: a extensão do Ser ou Espírito de Deus, a Causa que resultou em Seu Filho, o Efeito; é descrita como a primeira vinda de Cristo. Criar é a função do Filho no Céu, assim como foi a de Deus ao criá-lo (nota: a Criação só existe no nível do conhecimento e não é equivalente à criação ou criatividade como são entendidas no mundo da percepção).

Cristo: Segunda Pessoa da Trindade; o Filho Unigênito de Deus ou a Totalidade da Filiação; o Ser que Deus criou por extensão de Seu Espírito. Ainda que Cristo crie como Seu Pai, ele não é o pai, pois Deus criou Cristo, mas Cristo não criou Deus. (nota: Cristo não deve ser equiparado exclusivamente a Jesus).

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Jesus: a fonte do Curso, a primeira pessoa no Curso – “eu”; aquele que primeiro concluiu sua parte na Expiação e por isso pode se encarregar de todo o plano; transcendendo seu ego, Jesus passou a se identificar com o Cristo e agora pode servir como nosso modelo para o aprendizado de uma ajuda sempre presente, quando o invocamos em nosso desejo de perdoar (nota: não dever ser exclusivamente identificado como Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade).

Espírito Santo: Terceira Pessoa da Trindade que é metafórica – mente descrita no Curso como a Resposta de Deus à separação; o Elo de Comunicação entre Deus e Seus Filhos separados, fazendo uma ponte sobre a brecha entre a Mente de Cristo e a nossa mente dividida; a memória de Deus e Seu Filho que trouxemos conosco para nosso sonho; Aquele Que vê nossas ilusões (percepção), conduzindo-nos através delas à verdade (conhecimento); a Voz por Deus, o Que fala por Ele e pelo nosso Ser real, lembrando-nos da Identidade que esquecemos; também denominado como a Ponte, o Consolador, o Guia, o Mediador, o Professor e o Tradutor.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Ser: a nossa verdadeira Identidade como Filhos de Deus; sinônimo de Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade e contrastado com o ser egoico que nós fizemos em substituição à criação de Deus; raramente usado em referência ao Ser de Deus.

 

Citação do Dia

Não é o que você faz, mas o que eu sou, que determina a qualidade de minha vida.

Eu centro a mim mesma no amor em meu coração, que ele seja como um faixo de luz para quem quer que eu encontre e para onde eu for hoje. Eu não preciso me preocupar com o que fazer ou o que dizer, pois o espírito do meu verdadeiro ser irá guiar meus pensamentos e ações.

Minha mais alta função e maior missão é simplesmente ser em qualquer momento a pessoa que sou capaz de ser, estendendo o amor de Deus através de mim para todo o mundo. Então eu irei brilhar, irradiar e sentir a alegria do meu verdadeiro ser.

Querido Deus,
Eu entrego a mim mesma
a Você hoje,
Que eu possa encontrar e ser
Quem realmente sou.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

O perdão oferece tudo o que eu quero, Lição 122

Licao122_UCEM.png
Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Céu”,  “Cristo”, “Expiação”, “Deus”, “Filho de Deus”, “Medo”, “Mente”, “Mente Certa”, “Mente Errada”, “Mente Una”, “Sonho”, “Pecado”, “Perdão”, “Relacionamento Santo”, “Relacionamentos Especiais” e “Salvação”, como referências para melhor compreensão do exercício.

*****

O perdão oferece tudo o que eu quero.

O que poderias querer que o perdão não possa dar? Queres paz? O perdão a oferece. Queres felicidade, uma mente serena, certeza acerca do teu propósito e um senso de valor e beleza que transcende o mundo? Queres atenção, segurança e o calor da proteção garantida para sempre? Queres uma quietude que não possa ser perturbada, uma gentileza que jamais possa ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão perfeito que jamais possa ser transtornado?

O perdão te oferece tudo isso e mais. Ele brilha nos teus olhos quando acordas e te dá alegria para saudar o dia. Conforta a tua fronte enquanto dormes e repousa sobre as tuas pálpebras para que não tenhas sonhos de medo e mal, malicia e ataque. E quando acordas de novo, ele te oferece um outro dia de felicidade e paz. O perdão te oferece tudo isso, e mais.

O perdão permite que seja erguido o véu que esconde face de Cristo daqueles que olham para o mundo com olhos sem perdão. Permite que reconheças o Filho de Deus e limpes a tua memória de todos os pensamentos mortos, para que a lembrança do teu Pai possa surgir no limiar da tua mente. O que poderias querer que o perdão não possa dar? Que outras dádivas além destas são dignas de serem buscadas? Que valor imaginário, que efeito trivial, que promessa fugaz que nunca será cumprida pode conter mais esperança do que aquilo que o perdão traz?

Por que buscarias uma outra resposta, além da resposta que responde a tudo? Eis aqui a resposta perfeita, dada a perguntas imperfeitas, a pedidos sem significado, à pouca disponibilidade para ouvir, a menos da metade do zelo que poderias dar e a uma confiança parcial. Eis aqui a resposta! Não a busques mais. Não acharás nenhuma outra em vez dela.

O plano de Deus para a tua salvação não pode mudar nem pode falhar. Sê grato por ele permanecer exatamente como Deus o planejou. Imutável, ele está diante de ti como uma porta aberta, ele te chama de além do umbral com boas-vindas calorosas, pedindo-te que entres e sinta-te em casa onde é o teu lugar.

Eis aqui a resposta! Preferirias ficar do lado de fora, quando o Céu inteiro espera por ti do lado de dentro? Perdoa e sê perdoado. Como dás, assim receberás. Não há outro plano senão esse para a salvação do Filho de Deus. Regozijemo-nos hoje por ser assim, pois aqui temos uma resposta clara e simples, além do engano na sua simplicidade. Todas as complexidades que o mundo teceu com frágeis teias de aranha desaparecem diante do poder e da majestade dessa declaração extremamente simples da verdade.

Eis aqui a resposta! Não vires as costas para novamente vagar sem rumo. Aceita a salvação agora. É a dádiva de Deus e não do mundo. O mundo não pode oferecer nenhuma dádiva de qualquer valor à mente que tenha recebido como seu o que Deus lhe deu. É Vontade de Deus que a salvação seja recebida hoje e que os labirintos dos teus sonhos não mais escondam de ti que nada são.

Abre os teus olhos hoje, e olha para um mundo feliz, e segurança e paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno. Na quietude, ele surge para saudar os teus olhos abertos e encher o teu coração de profunda tranqüilidade, à medida que verdades antigas, eternamente recém-nascidas surgem na tua consciência. O que vais lembrar nesse momento nunca poderá ser descrito. No entanto, o teu perdão te oferece isso.

Lembrando-nos das dádivas do perdão, empreendemos a nossa prática de hoje com esperança e fé de que esse será o dia em que a salvação será nossa. Nós a buscaremos hoje com ardor e alegria, cientes de que seguramos a chave em nossas mãos, aceitando a resposta do Céu ao inferno que fizemos, mas no qual não mais queremos permanecer.

De manhã e à noite, oferecemos com alegria um quarto de hora à busca na qual o fim do inferno está garantido. Começa com esperança pois alcançamos o ponto de mutação, em que a estrada vem a ser muito mais fácil. E agora o caminho que ainda temos que percorrer é curto. De fato, estamos bem próximos do final estabelecido para o sonho.

Mergulha na infelicidade ao começar estes períodos de prática, pois oferecem as infalíveis recompensas de perguntas respondidas e do que resulta da tua aceitação da resposta. Hoje te será dado sentir a paz que o perdão oferece e a alegria que o levantar do véu descortina pra ti.

Diante da luz que receberás hoje, o mundo se desvanecerá até desaparecer e verás surgir um outro mundo e não terás palavras para retratá-lo. Caminhamos agora diretamente para a luz e recebemos as dádivas que nos foram reservadas desde o inicio dos tempos, à espera do dia de hoje.

O perdão oferece tudo o que queres. Hoje, todas as coisas que queres te são dadas. Não deixes que as tuas dádivas sumam da tua vista durante, quando voltares a encontrar um mundo de mudanças passageiras e aparências desoladoras. Conserva as tas dádivas na tua consciência com clareza ao ver o imutável no coração da mudança, a luz da verdade por trás das aparências.

Não sejas tentado a deixar que as tuas dádivas passem despercebidas e caiam no esquecimento, mas mantêm-nas com firmeza em tua mente através das tuas tentativas de pensar nelas pelo menos por um minuto a cada quarto de hora que passa. Lembra-te do quanto estas dádivas são preciosas com esse lembrete, que tem o poder de mantê-las na tua consciência ao longo do dia:

O perdão oferece tudo o que eu quero.
Hoje, aceitei isso como verdadeiro.
Hoje, recebi as dádivas de Deus.

*****

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Céu: o mundo não dualista do conhecimento, onde Deus e Sua criação habitam em unidade perfeita na Sua Vontade e espírito; embora exclua o mundo da percepção, o Céu pode refletir-se aqui no relacionamento santo e no mundo real.

Cristo: Segunda Pessoa da Trindade; o Filho Unigênito de Deus ou a Totalidade da Filiação; o Ser que Deus criou por extensão de Seu Espírito. Ainda que Cristo crie como Seu Pai, ele não é o pai, pois Deus criou Cristo, mas Cristo não criou Deus. (nota: Cristo não deve ser equiparado exclusivamente a Jesus).

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Expiação: plano de correção do Espírito Santo para desfazer o ego e curar a crença na separação; surgiu depois da separação e estará terminado quando cada Filho separado tiver realizado a sua parte na Expiação por meio do perdão completo; tem como princípio que a separação jamais ocorreu.

Filho de Deus: conhecimento – Segunda Pessoa da Trindade; o Cristo Que é nosso Verdadeiro Ser.

Percepção: nossa identidade como Filhos separados, ou o Filho de Deus como um ego com uma mente errada e uma mente certa; a expressão bíblica “Filho do homem” raramente é usada para designar o Filho separado.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Sonho: o estado pós-separação no qual o Filho de Deus sonha um sonho de pecado, culpa e medo, acreditando que essa seja a realidade, e o Céu o sonho; o Filho, sendo o sonhador, é a causa do mundo que é o efeito, apesar dessa relação de causa e efeito parecer ser revertida neste mundo, onde parecemos ser o efeito ou as vítimas do mundo; ocasionalmente usado para denotar sonhos durante o sono, embora não exista nenhuma diferença real entre eles e os sonhos que sonhamos acordados, pois ambos pertencem ao mundo ilusório da percepção.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Relacionamento Santo: o meio do Espírito Santo para desfazer o relacionamento especial ou não santo por mudar a meta da culpa para a meta do perdão ou da verdade; o processo do perdão pelo qual alguém que havia percebido o outro como um ser separado se une a ele em sua mente através da visão de Cristo.

Relacionamentos especiais: relacionamentos sobre os quais projetamos culpa, usando-os para substituir o amor e o nosso verdadeiro relacionamento com Deus. São as defesas que reforçam a crença no princípio da escassez enquanto aparentemente o estão desfazendo – fazem exatamente aquilo do qual pretendem nos defender –, pois os relacionamentos especiais tentam preencher as necessidades que percebemos em nós mesmos tirando de outros que são, inevitavelmente, vistos como separados. Portanto, eles reforçam a culpa que, em última instância, vem de acreditarmos na nossa separação de Deus: o pensamento de ataque que é a fonte da qual se origina o nosso senso de falta. Todos os relacionamentos neste mundo começam sendo especiais, já que começam com a percepção da separação e das diferenças, que devem então ser corrigidas pelo Espírito Santo através do per- dão, tornando o relacionamento santo. O especialismo tem duas formas: primeira, o ódio especial, que justifica a projeção da culpa pelo ataque. A segunda, o amor especial, está dentro da ilusão do amor, onde acreditamos que nossas necessidades especiais são preenchidas por pessoas especiais, com atributos especiais, pelos quais nós as amamos. Nesse sentido, o amor especial é o equivalente aproximado da dependência, que gera animosidade ou ódio.

Salvação: a Expiação ou o desfazer da separação; somos “salvos” da nossa crença na realidade do pecado e da culpa através da mudança da mente que o perdão e o milagre acarretam.

Mundo: Nível 1 – o efeito da crença do ego na separação, que é a sua causa; o pensamento de separação e ataque a Deus revestido de forma. Sendo a expressão da crença no espaço e no tempo, não foi criado por Deus Que transcende inteiramente o tempo e o espaço; a menos que esteja sendo feita uma referência específica ao mundo do conhecimento, se refere apenas à percepção, o domínio do ego depois da separação.

Nível 2: mentalidade errada  –  a prisão da separação que reforça a crença do ego no pecado e na culpa, perpetuando a existência aparente deste mundo.

Mentalidade certa: uma sala de aula, na qual aprendemos as nossas lições de perdão, o instrumento de ensino do Espírito Santo para nos ajudar a transcender o mundo; assim o propósito do mundo é nos ensinar que o mundo não existe.

Mundo Real: estado da mente no qual, através do perdão completo, o mundo da percepção é libertado das projeções que colocamos sobre ele. Assim, é a mente que muda, não o mundo, e passamos a ver através da visão de Cristo que abençoa em vez de condenar; o sonho feliz do Espírito Santo; o fim da Expiação, desfazendo nossos pensamentos de separação e permitindo que Deus dê o último passo.

*****

Citação do Dia

Hoje eu deixo ir todas as coisas que não são importantes.

Eu não serei afetada por um mundo que ressalta o que não tem significado. Eu reivindico para a minha mente a luz da Verdade, fazendo dela impenetrável para os ataques do que não é importante.

Eu não permito que o meu tempo hoje me desperdice, ou seja desperdiçado. Eu rezo pela disciplina mental e emocional para notar e agir apenas sobre o que é importante. Que eu deixe passar o resto.

Querido Deus,
Por favor, envie seus Anjos
Para guardar a minha mente
E manter sob controle
Todos os pensamentos sem significado.
Eu devoto esse dia para coisas significativas
E a serví-las com todo o meu coração.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

O perdão é a chave da felicidade, Lição 121

Licao121_UCEM.png

Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Céu”, “Expiação”, “Deus”, “Filho de Deus”, “Medo”, “Mente”, “Mente Certa”, “Mente Errada”, “Mente Una”, “Pecado”, “Perdão”, “Relacionamento Santo”, “Relacionamentos Especiais” e “Salvação”, como referências para melhor compreensão do exercício.

*****

O perdão é a chave da felicidade.

Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave do significado em um mundo que parece não fazer sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem ameaçar-te a cada esquina, trazendo a incerteza para todas as tuas esperanças de jamais achar a quietude e a paz. Aqui, todas as perguntas são respondidas, aqui está finalmente assegurado o fim de toda incerteza.

A mente que não perdoa é cheia de medo e não oferece espaço ao amor para ser ele mesmo, nenhum lugar onde ele possa estender as suas asas em paz e elevar-se acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, sem esperança de descanso e de liberar-se da dor. Ela sofre e habita na miséria, espreitando a escuridão sem ver, mas certa do perigo que lá a ronda.

A mente que não perdoa é dilacerada pela dúvida, confusa a respeito de si mesma e de tudo o que vê; medrosa e com raiva, fraca e ameaçadora, com medo de seguir adiante, com medo de ficar; com medo de acordar ou de adormecer, com medo de qualquer som, todavia com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pela escuridão e no entanto mais aterrorizada ainda com a aproximação da luz. O que pode a mente que não perdoa perceber, senão a sua própria perdição? O que pode contemplar, senão a prova de que todos os seus pecados são reais?

A mente que não perdoa não vê equívocos, só pecados. Olha para o mundo com olhos que não vêem e grita ao ver as suas próprias projeções erguerem-se para atacar a sua miserável paródia de vida. Ela quer viver, mas deseja estar morta. Quer o perdão, mas não vê esperança alguma. Quer escapar, mas não pode conceber nenhuma saída, porque vê o pecado em toda parte.

A mente que não perdoa está em desespero, sem a perspectiva de um futuro que possa lhe oferecer alguma coisa que não seja mais desespero. Pensa que não pode mudar, pois o que vê dá testemunho de que o seu julgamento é correto. Não pergunta, porque pensa que sabe. Não questiona, pois tem certeza de que está certa.

O perdão é adquirido. Não é inerente à mente que não pode pecar. Como o pecado é uma idéia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem que ser aprendido por ti, mas com um Professor diferente de ti. Aquele que representa o outro Ser em ti. Através Dele, aprendes a perdoar o ser que pensas que fizeste e a deixá-lo desaparecer. Assim, devolves a tua mente unificada Àquele Que é o teu Ser e Que jamais pode pecar.

Cada mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade para ensinar à tua própria mente como perdoar a si mesma. Cada uma delas espera a liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando-te o Céu aqui e agora. Ela não tem esperança, mas vens a ser a sua esperança. E sendo a sua esperança, vens a ser a tua própria. A mente que não perdoa tem que aprender através do teu perdão que foi salva do inferno. E, ao ensinares a salvação, aprenderás. No entanto, todo o teu ensino e o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para mostrar-te o caminho.

Hoje, praticaremos aprender a perdoar. Se estiveres disposto hoje podes aprender a pegar a chave da felicidade e usá-la a favor de ti mesmo. Dedicaremos dez minutos pela manhã e mais dez à noite ao aprendizado de dar o perdão e também de recebê-lo.

A mente que não perdoa não acredita que dar e receber são a mesma coisa. Mas hoje tentaremos aprender que são uma só, praticando o perdão em relação a alguém que pensas ser um inimigo e a alguém que consideras como um amigo. E ao aprender a vê-los como um só, estenderemos a lição a ti mesmo e veremos que no seu escape estava incluído o teu.

Dá inicio aos períodos de prática mais longos pensando em alguém de quem não gostes, que pareça irritar-te ou que te cause contrariedade se vieres a encontrá-lo; alguém que de fato desprezes ou apenas tentes ignorar. Não importa a forma que tome a tua raiva. Provavelmente já o escolheste. Ele servirá.

Agora, fecha os olhos e vendo-o na tua mente, olha para ele por um momento. Tenta perceber nele alguma luz em algum lugar, um pequeno lampejo que nunca havias notado. Tenta achar uma pequena centelha de luz brilhando através do feio retrato que manténs dele. Olha para esse retrato até que vejas uma luz em algum ponto e em seguida tenta deixar que essa luz se estenda até cobri-lo, fazendo com que o retrato seja bonito e bom.

Olha por um momento para essa percepção mudada e volta a tua mente para aquele a quem chamas de amigo. Procura transferir para ele a luz que aprendeste a ver em torno do teu antigo “inimigo”. Percebe-o agora com mais do que um amigo para ti, pois nesta luz, a sua santidade te mostra o teu salvador, salvo e pronto a salvar, curado e íntegro.

Então, deixa que ele ofereça a ti a luz que vês nele e deixa que o teu “inimigo” e o teu amigo se unam, abençoando-te com o que deste. Agora, és um com eles e eles contigo. Agora, foste perdoado por ti mesmo. Não esqueças, ao longo do dia, o papel que o perdão desempenha em trazer felicidade a cada mente que não perdoa, incluindo entre elas a tua.

Dize a ti mesmo a cada hora:

O perdão é a chave da felicidade. Despertarei do sonho de
que sou mortal, falível e cheio de pecado, e saberei que
sou Filho perfeito de Deus.

*****

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Céu: o mundo não dualista do conhecimento, onde Deus e Sua criação habitam em unidade perfeita na Sua Vontade e espírito; embora exclua o mundo da percepção, o Céu pode refletir-se aqui no relacionamento santo e no mundo real.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Expiação: plano de correção do Espírito Santo para desfazer o ego e curar a crença na separação; surgiu depois da separação e estará terminado quando cada Filho separado tiver realizado a sua parte na Expiação por meio do perdão completo; tem como princípio que a separação jamais ocorreu.

Filho de Deus: conhecimento – Segunda Pessoa da Trindade; o Cristo Que é nosso Verdadeiro Ser.

Percepção: nossa identidade como Filhos separados, ou o Filho de Deus como um ego com uma mente errada e uma mente certa; a expressão bíblica “Filho do homem” raramente é usada para designar o Filho separado.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Relacionamento Santo: o meio do Espírito Santo para desfazer o relacionamento especial ou não santo por mudar a meta da culpa para a meta do perdão ou da verdade; o processo do perdão pelo qual alguém que havia percebido o outro como um ser separado se une a ele em sua mente através da visão de Cristo.

Relacionamentos especiais: relacionamentos sobre os quais projetamos culpa, usando-os para substituir o amor e o nosso verdadeiro relacionamento com Deus. São as defesas que reforçam a crença no princípio da escassez enquanto aparentemente o estão desfazendo – fazem exatamente aquilo do qual pretendem nos defender –, pois os relacionamentos especiais tentam preencher as necessidades que percebemos em nós mesmos tirando de outros que são, inevitavelmente, vistos como separados. Portanto, eles reforçam a culpa que, em última instância, vem de acreditarmos na nossa separação de Deus: o pensamento de ataque que é a fonte da qual se origina o nosso senso de falta. Todos os relacionamentos neste mundo começam sendo especiais, já que começam com a percepção da separação e das diferenças, que devem então ser corrigidas pelo Espírito Santo através do per- dão, tornando o relacionamento santo. O especialismo tem duas formas: primeira, o ódio especial, que justifica a projeção da culpa pelo ataque. A segunda, o amor especial, está dentro da ilusão do amor, onde acreditamos que nossas necessidades especiais são preenchidas por pessoas especiais, com atributos especiais, pelos quais nós as amamos. Nesse sentido, o amor especial é o equivalente aproximado da dependência, que gera animosidade ou ódio.

Salvação: a Expiação ou o desfazer da separação; somos “salvos” da nossa crença na realidade do pecado e da culpa através da mudança da mente que o perdão e o milagre acarretam.

Citação do Dia

Que possam todos meus os encontros serem santos.

Hoje eu vejo todo encontro como sagrado, abençoando a todos a quem encontro ou mesmo penso sobre. Que possa uma luz santa brilhar do meu peito e abençoar todas as coisas vivas. Que possa a minha presença na terra ser o critério para o amor de Deus.

Eu coloco meus relacionamentos nas mãos de Deus e oro para que eles sejam usados por Ele.

Que possa qualquer pessoa que esteja em minha presença sentir o bálsamo curativo da paz. Que possam meus pensamentos e ações estenderem o amor que preenche o coração de Deus e o meu.

Querido Deus,
Por favor, use meus encontros
Para aumentar o Seu amor.
Que eles possam ser uma benção,
Sobre todos os envolvidos.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Revisão das lições 109 e 110, Lição 120

Licao120_UCEM (1).png

Para ouvir a lição:

:: Para recordar a proposta de prática para essa Revisão III, veja a Introdução à Revisão III.

LIÇÃO 120

Para revisão pela manhã e à noite:

(109) Eu descanso em Deus.
Eu descanso em Deus hoje e deixo que Ele trabalhe
em mim e através de mim, enquanto descanso Nele
em quietude e em perfeita certeza.

(110) Eu sou como Deus me criou.
Eu sou o Filho de Deus. Hoje deixo de lado todas as
ilusões doentias sobre mim mesmo e permito que
meu Pai me diga Quem eu realmente sou.

Para a hora:
Eu descanso em Deus.

Para a meia-hora:
Eu sou como Deus me criou.

*****

Citação do Dia

PARA REFLEXÃO: Sobre um universo auto-estruturado.

O universo é tanto auto-estruturado quanto autocorretivo.

A mão invisível que faz nosso coração bater e nossos pulmões respirarem está trabalhando em níveis multidimensionais , arranjando não somente os extraordinários processos físicos que nos mantém vivos, mas também o que vivenciamos: insights, relacionamentos, encontros improváveis, momentos criativos, se apaixonar, emoções e consciência, e ocorrências milagrosas.

O universo, de fato, é um milagre depois do outro, um golpe de mestre seguido de outro golpe de mestre num fluxo infinito de oportunidades de a vida realizar-se. E a natureza não é limitada ao mundo natural em si. É tão golpe de mestre o fato de você estar sentado ao lado de quem você está sentado no ponto de ônibus hoje, assim como o de seu fígado estar purificando seu sangue. O universo é intencional. Ele não faz nada por acaso.

A diferença entre o assim chamado mundo natural, e você e eu, é que você e eu podemos dizer “Não”. O embrião não tem uma escolha entre se tornar um bebê ou não, a muda não tem uma escolha entre se tornar ou não uma árvore de carvalho, o broto não tem uma escolha entre se tornar ou não uma flor. Eu e você sim temos uma escolha – entre ser neurótico ou sábio, rude ou gentil, o que culpa ou o que perdoa. E a escolha que nós fazemos então determina não somente quem nós seremos no mundo, mas também as experiências que nós teremos aqui.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Revisão das lições 107 e 108, Lição 119

Licao119_UCEM (1).png

Para ouvir a lição:

:: Para recordar a proposta de prática para essa Revisão III, veja a Introdução à Revisão III.

LIÇÃO 119

Para revisão pela manhã e à noite:

(107) A verdade corrigirá todos os erros na minha mente.
Estou equivocado quando penso que posso ser ferido de
qualquer modo. Eu sou o Filho de Deus, cujo Ser
descansa com segurança na Mente de Deus.

(108) Dar e receber são um só na verdade.
Perdoarei todas as coisas hoje para que eu possa
aprender como aceitar a verdade em mim e venha
a reconhecer a minha responsabilidade.

Para a hora:
A verdade corrigirá todos os erros na minha mente.

Para a meia-hora:
Dar e receber são um só na verdade.

*****

Citação do Dia

“Quando estou calma internamente, o caos não pode me balançar.

Conforme eu caminho por meu caos terreno à partir de um lugar de paz interna, minha calma trabalha para dissolver o caos. Eu não preciso ter medo de nenhum tumulto no mundo, contanto que haja paz em mim.

A paz eterna de Deus é o solo no qual eu me mantenho em pé, conforme eu navego entre as areias movediças do tempo. O mundo está sempre mudando, mas Deus dentro de mim nunca muda. Eu sou amada, eu sou segura, eu sou abençoada e eu sou protegida. Conforme eu olho para os outros e desejo para eles essas coisas, eu vou vivenciá-las em mim mesma.

Querido Deus,
Que possa minha mente conhecer Sua paz
E nunca vacilar.
Que possa meu coração conhecer Seu amor
E nunca se desviar.
Que eu possa encontrar a mim em Você
E Você Se expressar através de mim
Não importa o que aconteça.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Revisão das lições 105 e 106, Lição 118

Licao118_UCEM.png
Para ouvir a lição:

:: Para recordar a proposta de prática para essa Revisão III, veja a Introdução à Revisão III.

LIÇÃO 118

Para revisão pela manhã e à noite:

(105) A paz e a alegria de Deus são minhas.
Hoje, aceitarei a paz e a alegria de Deus trocando-as
com contentamento por todos os substitutos que
tenho feito para a felicidade e a paz.

(106) Que eu me aquiete e escute a verdade.
Que a minha fraca voz se cale e permita-me ouvir a
poderosa Voz pela própria Verdade assegurar-me
que eu sou o Filho perfeito de Deus.

Para a hora:
A paz e a alegria de Deus são minhas.

Para a meia-hora:
Que eu me aquiete e escute a verdade.

*****

Citação do Dia

Hoje eu sinto meu corpo brilhante.

Eu tenho um corpo de carne e eu tenho um corpo de luz – um corpo do meu eu mortal e um corpo do meu eu eterno. Hoje eu sinto meu corpo brilhante, criado por Deus e a morada do meu verdadeiro ser.

Cada célula é preenchida com luz. Nem doença, nem compulsão pode penetrar o escudo da benção de Deus sobre mim. Minha santidade é a chave para tanto minha saúde mental, quanto física. Eu sou elevada acima do corpo de minhas tristezas e entregue para o meu corpo de alegria.

Querido Deus,
Eu entrego meu corpo a Você
Transforme cada célula em amor e luz,
Para que nada além de Sua perfeição
Possa viver dentro de mim.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Revisão das lições 103 e 104, Lição 117

Licao117_UCEM (1).png

Para ouvir a lição:

:: Para recordar a proposta de prática para essa Revisão III, veja a Introdução à Revisão III.

LIÇÃO 117

Para revisão pela manhã e à noite:

(103) Deus, sendo Amor, é também felicidade.
Que eu me lembre que amor é felicidade, e nada mais traz
alegria. Então, escolho não receber nenhum substituto para o amor.

(104) Eu busco apenas o que pertence a mim na verdade.
O Amor é minha herança, e com ele a alegria. Estas são as dádivas
que meu Pai me deu. Eu quero aceitar tudo que é meu na verdade.

Para a hora:
Deus, sendo Amor, é também felicidade.

Para a meia-hora:
Eu busco apenas o que pertence a mim na verdade.

*****

Citação do Dia

Eu não sou o resultado da opinião de outras pessoas.

Deus me criou bem e em Seus olhos eu sou bonita. Se os outros não podem ver minha beleza, isso não significa que ela não está lá. Eu, como todos, sou boa em meu coração.

Conforme eu me lembro de minha inocência e tenho fé na minha bondade, eu não devo ser seduzida pela crença dos outros. Enquanto os outros podem projetar suas sombras em mim, em verdade eu vivo na luz. Eu me apego a Deus hoje, para que eu possa me ver como Ele me vê. Que possa a sua visão de mim, e sua orientação, ser o farol que eu sigo.

Querido Deus,
Mesmo que outros possam estar convencidos de minha culpa
Que eu possa me lembrar da inocência em que fui criada.
É a sua Luz
E o seu conselho
Que eu procuro para me orientar.
Por favor, me lembre de quem eu sou.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Revisão das lições 101 e 102, Lição 116

Licao116_UCEM.png

Para ouvir essa lição:

:: Para recordar a proposta de prática para essa Revisão III, veja a Introdução à Revisão III.

LIÇÃO 116

Para a revisão pela manhã e à noite:

(101) A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
A Vontade de Deus é a felicidade perfeita para mim.
E eu só posso sofrer se acreditar que há outra vontade à parte da dele.

(102) Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.
Eu compartilho a Vontade de Deus para mim, seu Filho. O
que Ele me deu é tudo o que eu quero. O que Ele
me deu é tudo o que existe.

Para a hora:
A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

Para meia-hora:
Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

*****

Citação do Dia

Hoje eu esperarei menos dos outros, e mais do universo.

Hoje eu não me agarrarei às pessoas ou coisas das quais sinto que preciso para me fazer bem. Ao invés disso, eu me lembrarei de que em Deus eu já tenho tudo.

Conforme eu permito todas as pessoas e coisas serem, quem e o que elas são, o universo irá me responder positivamente para corrigir meu posicionamento de coração e mente. Conforme eu permito as coisas serem, todas as coisas se tornarão maravilhosas.

Querido Deus,
Por favor, leve embora minha natureza de apego
Que possa minha mente não buscar controle
Tanto de pessoas como de eventos,
Mas ao invés disso, que eu possa olhar com amor para todas as coisas.
Então e somente então meu mundo se transformará
Da escuridão para a luz
E do medo pro amor.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.