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Em quietude recebo hoje o Verbo de Deus, Lição 125

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Para ouvir a lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Culpa”, “Deus”, “Filho de Deus”, “Medo”, “Mente”, “Mente Certa”, “Mente Errada”, “Mente Una”, “Mundo”, “Mundo Real”, “Pecado”, “Ser” e “Sonho”, como referências para melhor compreensão do exercício.

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Em quietude recebo hoje o Verbo de Deus.

Que esse dia seja um dia de serenidade e de silenciosa escuta. Hoje, é Vontade de teu Pai que ouças o Seu Verbo. Ele te chama das profundezas da tua mente onde Ele habita. Ouve-O hoje. Nenhuma paz é possível até que o Seu Verbo seja ouvido por todo o mundo, até que a tua mente, escutando silenciosamente, aceite a mensagem que o mundo tem que ouvir para introduzir o quieto tempo da paz.

Esse mundo mudará através de ti. Nenhum outro meio pode salvá-lo, pois o Plano de Deus é simplesmente esse: O Filho de Deus é livre para salvar-se; o Verbo de Deus lhe foi dado para ser o seu Guia, para estar sempre na sua mente e ao seu lado para conduzi-lo com segurança à casa de seu Pai pela sua própria vontade, para sempre tão livre quanto a de Deus. Ele não é conduzido pela força, mas só pelo amor. Ele não é julgado, apenas santificado.

Em serenidade hoje, ouviremos a Voz de Deus sem a intrusão de nossos pensamentos mesquinhos, sem nossos desejos pessoais e sem qualquer julgamento do Seu santo Verbo.

Não nos julgaremos hoje, pois o que somos não pode ser julgado. Estaremos à parte de todos os julgamentos que o mundo impõe sobre o Filho de Deus. O mundo não o conhece.

Hoje, não escutaremos o mundo, mas esperaremos em silêncio pelo Verbo de Deus.
Ouve, santo Filho de Deus, o teu Pai falar. A Sua Voz quer te dar o Seu santo Verbo, para espalhar pelo mundo as boas-novas da salvação e do tempo santo da paz. Reunimo-nos hoje no trono de Deus, o sereno lugar no interior da mente em que Ele habita para sempre, na santidade que Ele criou e que nunca deixará.

Ele não esperou até que tu Lhe devolvesses a tua mente para te dar o Seu Verbo. Ele não Se escondeu de ti, enquanto passaste algum tempo vagando longe Dele. Ele não alimenta as ilusões que tu manténs sobre ti mesmo. Ele conhece o Seu Filho e a Sua Vontade é que esse permaneça como parte Dele, a despeito dos seus sonhos, a despeito da loucura de achar que a sua própria vontade não lhe pertence.

Hoje, Ele fala contigo. A Sua Voz aguarda o teu silêncio, pois o Seu Verbo não pode ser ouvido enquanto a tua mente não se aquietar por um momento e os teus desejos sem significado não se calarem. Espera pelo Seu Verbo em quietude. Há em ti a paz a ser invocada hoje, para ajudar a aprontar a tua mente mais santa para ouvir a Voz pelo Criador.

Três vezes hoje, nos momentos mais adequados para o silencio, dá dez minutos que estarão à parte do tempo em que escutas o mundo, e ao invés disso, escolhe escutar gentilmente o Verbo de Deus. Ele te fala de um lugar mais próximo de ti do que o teu coração. A Sua Voz está mais perto do que a tua mão. O Seu Amor é tudo o que tu és e o que Ele é, o mesmo que tu e tu o mesmo que Ele.

É a tua voz que escutas quando Ele te fala. É o teu Verbo que Ele diz. É o Verbo da liberdade e da paz, da unidade da vontade e de propósito, sem nenhuma separação ou divisão na Mente única do Pai e do Filho. Em quietude escuta o teu Ser hoje e deixa-O dizer-te que Deus nunca deixou o Seu Filho e que tu nunca deixaste o teu Ser.

Apenas fica quieto. Não precisarás de nenhuma regra, a não ser essa: deixar que a tua prática de hoje te eleve acima do pensamento do mundo e liberte a tua visão dos olhos do corpo. Apenas aquieta-te e escuta. Tu ouvirás o Verbo no qual a Vontade de Deus Filho se une à Vontade de seu Pai, em unidade com ela, sem ilusões que se interpõem entre o que é totalmente indivisível e verdadeiro. Hoje, à passagem de cada hora, aquieta-te por um momento e lembra a ti mesmo de que tens um propósito especial para esse dia: receber em quietude o Verbo de Deus.

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Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Culpa: o sentimento vivido em relação ao pecado. O seu reflexo, que vem das nossas mentes, é visto na totalidade das crenças e sentimentos negativos que temos sobre nós mesmos, em sua maioria inconscientes. A culpa se baseia numa sensação de in- dignidade inerente, aparentemente além do poder de Deus para perdoar. Embora estejamos equivocados, acreditamos que Deus exige que sejamos punidos pelo pecado aparente de termos nos separados Dele. Seguindo os conselhos do ego, que nos diz que encarar a culpa nos destruiria, negamos a sua presença em nos- sas mentes e a projetamos para fora em forma de ataque, seja contra os outros em forma de raiva, ou contra os nossos próprios corpos em forma de doença.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Filho de Deus: conhecimento – Segunda Pessoa da Trindade; o Cristo Que é nosso Verdadeiro Ser.

Percepção: nossa identidade como Filhos separados, ou o Filho de Deus como um ego com uma mente errada e uma mente certa; a expressão bíblica “Filho do homem” raramente é usada para designar o Filho separado.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Mundo: Nível 1 – o efeito da crença do ego na separação, que é a sua causa; o pensamento de separação e ataque a Deus revestido de forma. Sendo a expressão da crença no espaço e no tempo, não foi criado por Deus Que transcende inteiramente o tempo e o espaço; a menos que esteja sendo feita uma referência específica ao mundo do conhecimento, se refere apenas à percepção, o domínio do ego depois da separação.

Nível 2: mentalidade errada  –  a prisão da separação que reforça a crença do ego no pecado e na culpa, perpetuando a existência aparente deste mundo.

Mentalidade certa: uma sala de aula, na qual aprendemos as nossas lições de perdão, o instrumento de ensino do Espírito Santo para nos ajudar a transcender o mundo; assim o propósito do mundo é nos ensinar que o mundo não existe.

Mundo Real: estado da mente no qual, através do perdão completo, o mundo da percepção é libertado das projeções que colocamos sobre ele. Assim, é a mente que muda, não o mundo, e passamos a ver através da visão de Cristo que abençoa em vez de condenar; o sonho feliz do Espírito Santo; o fim da Expiação, desfazendo nossos pensamentos de separação e permitindo que Deus dê o último passo.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Ser: a nossa verdadeira Identidade como Filhos de Deus; sinônimo de Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade e contrastado com o ser egoico que nós fizemos em substituição à criação de Deus; raramente usado em referência ao Ser de Deus.

Sonho: o estado pós-separação no qual o Filho de Deus sonha um sonho de pecado, culpa e medo, acreditando que essa seja a realidade, e o Céu o sonho; o Filho, sendo o sonhador, é a causa do mundo que é o efeito, apesar dessa relação de causa e efeito parecer ser revertida neste mundo, onde parecemos ser o efeito ou as vítimas do mundo; ocasionalmente usado para denotar sonhos durante o sono, embora não exista nenhuma diferença real entre eles e os sonhos que sonhamos acordados, pois ambos pertencem ao mundo ilusório da percepção.

Citação do Dia

PARA REFLEXÃO :: Sobre o Câncer como uma metáfora.

Uma célula de câncer é uma célula que se tornou insana. Ela foi desconectada de sua inteligência natural. Ela esqueceu que está aqui para colaborar com outras células, que existe para servir o funcionamento saudável do sistema do qual ela faz parte. Ela se separou do orgão para o qual a natureza a havia designado, reunindo outras células tão doentes como ela para criar um outro reino num mundo separado. Esse falso reino, esse tumor maligno, busca se preservar fazendo crescer ainda mais de si mesmo. Portanto, ele não ameaça apenas o seu portador, mas também a si mesmo.

Essa não é simplesmente uma descrição de células de um corpo. É uma descrição da malignidade emocional da raça humana, a qual se separou de sua inteligência natural. Essa malignidade emocional ameaça toda a humanidade, assim como a doença do câncer ameaça um corpo. Nossa doença é a crença de que somos separados uns dos outros, de Deus, do resto da vida, não mantendo nenhum senso de responsabilidade ou amor por ninguém nem nada além dos seletos beneficiários de nossa gentileza. Essa distorção de nosso verdadeiro senso de ser é um câncer que poderia levar à destruição de nossa espécie. Ela nos tenta a nos esquecer de nossa função de colaboradores uns dos outros na promoção do funcionamento saudável do todo do qual fazemos parte. Isso será curado, em nossos corpos e no mundo, conforme retornamos a nosso verdadeiro ser.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Que eu me lembre que eu sou um com Deus, Lição 124

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Para ouvir a lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Cristo”, “Culpa”, “Cura”, “Deus”, “Fé”, “Mente”, “Mente Certa”, “Mente Errada”, “Mente Una”, “Milagre”, “Mundo”, “Mundo Real”, “Pecado”, “Perdão”, “Salvação”, “Separação”, como referências para melhor compreensão do exercício.

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Que eu me lembre que sou um com Deus.

Hoje, damos graças mais uma vez pela nossa Identidade em Deus. A nossa casa está em segurança, a proteção nos é garantida em tudo o que fazemos, o poder e a força estão ao nosso alcance em todos os nossos empreendimentos. Não podemos falhar em anda. Tudo o que tocamos se reveste de uma luz brilhante que abençoa e cura. Em unidade com Deus e com o universo, continuamos o nosso caminho, regozijando-nos com o pensamento de que o próprio Deus vai conosco a toda parte.

Como são santas as nossas mentes! E tudo o que vemos reflete a santidade dentro da mente que está em unidade com Deus e consigo mesma. Como os erros desaparecem com facilidade e a morte dá lugar à vida que dura para sempre. As marcas brilhantes dos nossos passos indicam o caminho para a verdade, pois Deus é o nosso Companheiro enquanto
caminhamos pelo mundo ainda um pouco mais. E aqueles que vêm para nos seguir reconhecerão o caminho, pois a luz que carregamos fica atrás de nós, embora também permaneça conosco à medida que caminhamos.

O que recebemos é a nossa dádiva eterna para aqueles que nos seguem, para aqueles que foram antes de nós, ou que ficaram algum tempo conosco. E Deus Que nos ama a todos com amor igual, aquele no qual fomos criados, sorri para nós e nos oferece a felicidade que demos.

Hoje, não duvidaremos do Seu Amor por nós, nem questionaremos a Sua proteção e o Seu cuidado. Nenhuma ansiedade sem significado pode vir para interferir na nossa fé e na nossa consciência da Sua Presença. Somos um com Ele hoje, em reconhecimento e lembrança. Nós O sentimos em nossos corações. Nossas mentes contêm os Seus pensamentos, nossos olhos contemplam a Sua beleza em tudo o que olhamos. Hoje, vemos apenas o que é amoroso e amável.

Vemos isso nas aparências da dor e a dor dá lugar à paz. Vemos isso nos frenéticos, nos tristes e nos aflitos, nos solitários e nos medrosos que são restaurados à tranqüilidade e à paz da mente na qual foram criados. É o que vemos nos moribundos e nos mortos também, restaurando-os à vida. Vemos tudo isso porque o vimos primeiro dentro de nós mesmos.

Nenhum milagre jamais pode ser negado àqueles que sabem que são um com Deus. Nenhum dos seus pensamentos deixa de ter o poder de curar todas as formas de sofrimento em qualquer pessoa, nos tempos que já passaram e nos tempos que ainda estão por vir, com a mesma facilidade com que curam aqueles que atualmente caminham ao seu lado. Os seus pensamentos são intemporais e estão à parte da distancia e à parte do tempo.

Nós nos unimos nesta consciência ao dizermos que somos um com Deus. Pois, nestas palavras, também estamos dizendo que estamos salvos e curados e como conseqüência podemos salvar e curar. Aceitamos e agora queremos dar. A razão disso é que queremos conservar as dádivas que nosso Pai nos deu. Hoje, queremos vivenciar a nós mesmos em unidade com Ele para que o mundo possa compartilhar o nosso reconhecimento da realidade. Em nossa experiência, o mundo é libertado. Ao negarmos a nossa separação do nosso Pai, o mundo é curado junto conosco.

Que a paz esteja contigo hoje. Assegura a tua paz praticando a consciência de que és um com o teu Criador, assim como Ele é um contigo. Em algum momento hoje, quando te parecer melhor, dedica meia-hora ao pensamento de que és um com Deus. Essa é a nossa primeira tentativa de empreender um período prolongado de prática para o qual não damos regras nem palavras especiais para guiar a tua meditação. Confiaremos que hoje, a Voz de Deus falará assim como Ele achar melhor, certos de que Ele não falhará. Permanece com Ele durante essa meia-hora. Ele fará o resto.

O teu beneficio não será menor se acreditares que nada acontece. Podes não estar pronto para aceitar o que ganhaste no dia de hoje. Entretanto, em algum momento, em algum lugar, isso virá a ti e não deixarás de reconhecê-lo quando despontar com certeza na tua mente. Essa meia-hora será emoldurada em ouro e cada minuto será como um diamante cravado em volta do espelho que esse exercício te oferecerá. E nele verás a face de Cristo refletindo a tua.

Talvez hoje, talvez amanhã, verás a tua própria transfiguração no vidro que essa santa meia-hora te oferecerá para que contemples a ti mesmo. Quando estiveres pronto, o acharás lá dentro da tua mente, esperando para ser achado. Então, lembrarás o pensamento ao qual deste essa meia-hora e estarás ciente, com gratidão, de que nunca o tempo foi melhor aproveitado.

Talvez hoje, talvez amanhã, olharás para esse vidro e entenderás que a luz sem pecado que vês pertence a ti, que a beleza que contemplas é a tua própria. Conta essa meia-hora como uma dádiva tua para Deus, na certeza de que o que Ele devolverá será um senso de amor que não podes entender, uma alegria por demais profunda para a tua compreensão, uma vista por demais santa para que os olhos do corpo a vejam. Entretanto, podes ter certeza de que algum dia, talvez hoje, talvez amanhã, tu entenderás, compreenderás e verás.

Adiciona outras jóias à moldura dourada que enquadra o espelho que te é oferecido hoje, repetindo a ti mesmo a cada hora:

Que eu me lembre que sou um com Deus, em unidade
com todos os meus irmãos e com o meu Ser, na
santidade e na paz que duram para sempre.

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Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Cristo: Segunda Pessoa da Trindade; o Filho Unigênito de Deus ou a Totalidade da Filiação; o Ser que Deus criou por extensão de Seu Espírito. Ainda que Cristo crie como Seu Pai, ele não é o pai, pois Deus criou Cristo, mas Cristo não criou Deus. (nota: Cristo não deve ser equiparado exclusivamente a Jesus).

Culpa: o sentimento vivido em relação ao pecado. O seu reflexo, que vem das nossas mentes, é visto na totalidade das crenças e sentimentos negativos que temos sobre nós mesmos, em sua maioria inconscientes. A culpa se baseia numa sensação de in- dignidade inerente, aparentemente além do poder de Deus para perdoar. Embora estejamos equivocados, acreditamos que Deus exige que sejamos punidos pelo pecado aparente de termos nos separados Dele. Seguindo os conselhos do ego, que nos diz que encarar a culpa nos destruiria, negamos a sua presença em nos- sas mentes e a projetamos para fora em forma de ataque, seja contra os outros em forma de raiva, ou contra os nossos próprios corpos em forma de doença.

Cura: a correção na mente da crença na doença que faz com que a separação e o corpo pareçam reais; o efeito de se unir a ou- tro no perdão, deslocando a percepção de corpos separados – a fonte de toda doença – para o nosso propósito compartilhado de cura neste mundo. Já que a cura se baseia na crença de que nossa verdadeira Identidade é o espírito, não o corpo, todos os tipos de doença não podem deixar de ser ilusórios, pois só um corpo ou um ego podem sofrer. A cura, portanto, reflete o princípio segundo o qual não existe uma ordem de dificuldades em milagres.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Fé: Podemos ter fé no ego ou no Espírito Santo, na ilusão do pecado nas outras pessoas ou na verdade da sua santidade como Filhos de Deus. Fé é a expressão de onde depositamos nossa crença.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Milagre: a mudança da mente que desloca a nossa percepção do mundo egoico do pecado para o mundo do perdão do Espírito Santo; reverte a projeção devolvendo à mente a sua função causativa, permitindo-nos escolher outra vez; transcende as leis deste mundo para refletir as leis de Deus; se realiza pela nossa união com o Espírito Santo ou Jesus, sendo o meio de curar as nossas mentes e as mentes dos outros (nota: não deve ser confundido com a compreensão tradicional de milagres como mudança nos fenômenos externos).

Mundo: Nível 1 – o efeito da crença do ego na separação, que é a sua causa; o pensamento de separação e ataque a Deus revestido de forma. Sendo a expressão da crença no espaço e no tempo, não foi criado por Deus Que transcende inteiramente o tempo e o espaço; a menos que esteja sendo feita uma referência específica ao mundo do conhecimento, se refere apenas à percepção, o domínio do ego depois da separação.

Nível 2: mentalidade errada  –  a prisão da separação que reforça a crença do ego no pecado e na culpa, perpetuando a existência aparente deste mundo.

Mentalidade certa: uma sala de aula, na qual aprendemos as nossas lições de perdão, o instrumento de ensino do Espírito Santo para nos ajudar a transcender o mundo; assim o propósito do mundo é nos ensinar que o mundo não existe.

Mundo Real: estado da mente no qual, através do perdão completo, o mundo da percepção é libertado das projeções que colocamos sobre ele. Assim, é a mente que muda, não o mundo, e passamos a ver através da visão de Cristo que abençoa em vez de condenar; o sonho feliz do Espírito Santo; o fim da Expiação, desfazendo nossos pensamentos de separação e permitindo que Deus dê o último passo.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Salvação: a Expiação ou o desfazer da separação; somos “salvos” da nossa crença na realidade do pecado e da culpa através da mudança da mente que o perdão e o milagre acarretam.

Separação: a crença no pecado que afirma uma identidade separada de nosso Criador; pareceu acontecer uma vez, e o sistema de pensamento que surgiu dessa ideia é representado pelo ego; resulta em um mundo de percepção e forma, de dor, sofrimento e morte, real no tempo, mas desconhecido na eternidade.

 

Citação do Dia

Tudo que acontecer hoje é parte do plano de Deus.

Tudo que acontece é parte de um misterioso processo educacional para o qual eu sou atraída para situações que servem o meu aprendizado maior. Eu escolho em toda situação hoje, ser a versão mais bonita de mim mesma, para que assim eu possa aprender através da alegria.

Eu sou convidada a experimentar a vida de um nível mais alto – ser forte onde eu tenho sido fraca, ser curada onde eu agi através das minhas feridas, dar amor onde eu o havia retido. Assim, que possa esse dia servir os propósitos de Deus em ação em minha vida.

Querido Deus,
Eu me entrego a tudo que acontecer hoje,
Cada encontro e cada ocorrência,
Para os Seus propósitos em mim e nos outros.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Agradeço ao meu Pai por Suas dádivas para mim, Lição 123

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Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Criação”,  “Cristo”, “Deus”, “Jesus”, “Espírito Santo”, “Pecado”, “Perdão”, “Ser”, como referências para melhor compreensão do exercício.

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Agradeço ao meu Pai por Suas dádivas para mim.

Hoje, sejamos gratos. Chegamos a atalhos mais suaves e a estradas mais planas. Não pensamos em voltar atrás e não há nenhuma resistencia implacável à verdade. Um pouco de indecisão permanece, algumas pequenas objeções e um pouco de hesitação mas podes muito bem ser grato pelos teus ganhos, que são muito maiores do que reconheces.

Agora, um dia dedicado à gratidão acrescentará o beneficio de algum discernimento acerca da real extensão de tudo o que tens ganho, das dádivas que tens recebido. Fica contente hoje em gratidão amorosa, o teu Pai não te abandonou a ti mesmo, nem te deixou a vagar sozinho no escuro. Sê grato por Ele te ter salvo do ser que pensaste ter feito para ocupar o Seu lugar e o da Sua criação. Hoje, dá-Lhe graças.

Dá-Lhe graças por Ele não ter te abandonado e pelo Seu Amor permanecer para sempre brilhando sobre ti, para sempre imutável. Dá-Lhe graças também por seres imutável, pois o Filho que Ele ama é tão imutável quanto Ele próprio. Sê grato por estares salvo. Fica contente por teres uma função a ser cumprida na salvação. Sê grato por teu valor transcender em muito as tuas parcas dádivas e os teus julgamentos mesquinhos sobre aquele que Deus estabeleceu como Seu Filho.

Hoje, em gratidão elevamos os nossos corações acima do desespero e erguemos os nossos olhos agradecidos que não olham mais para baixo, para o pó. Hoje, entoamos a canção do agradecimento em honra ao Ser Que segundo a Vontade de Deus é a nossa verdadeira Identidade Nele. Hoje, sorrimos para todos aqueles que vemos e caminhamos com passos leves ao fazermos o que nos foi designado fazer.

Não vamos sozinhos. E damos graças porque na nossa solidão um Amigo veio para nos falar do Verbo salvador de Deus. E agradecemos a ti por tê-Lo ouvido. O Verbo de Deus não tem som, se não for ouvido. Ao agradeceres a Ele, os agradecimentos são teus também.

Uma mensagem que não é ouvida não salvará o mundo, por mais poderosa que seja a Voz que a diz, por mais amorosa que a mensagem possa ser.

Graças sejam dadas a ti que ouviste, pois vens a ser o mensageiro que traz consigo a Sua Voz e a deixa ecoar por todo o mundo. Hoje recebe os agradecimentos de Deus ao dar graças a Ele. Pois Ele quer te oferecer os agradecimentos que tu Lhe dás, já que Ele recebe com amorosa gratidão as tuas dádivas e as devolve mil vezes, cem mil vezes maiores do que quando foram dadas. Ele abençoará as tuas dádivas compartilhando-as contigo. E assim elas crescem em poder e força até que encham o mundo com contentamento e gratidão.

Recebe o Seu agradecimento e oferece-Lhe o teu durante quinze minutos duas vezes hoje. E compreenderás a Quem ofereces a tua gratidão e a Quem Ele agradece quando estás Lhe agradecendo. Essa santa meia-hora dada a Ele te será devolvida na proporção de anos para cada segundo e poder para salvar o mundo com rapidez aumentada de muitas eras graças ao teu agradecimento a Ele.

Recebe os Seus agradecimentos e compreenderás o quão amorosamente Ele te guarda na Sua Mente, quão profundo e ilimitado é o Seu cuidado para contigo, quão perfeita é a Sua gratidão a ti. Lembra-te de pensar Nele a cada hora e dá-Lhe graças por tudo o que Ele deu ao Seu Filho para que ele possa erguer-se acima do mundo lembrando-se do seu Pai e do seu Ser.

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Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Criação: a extensão do Ser ou Espírito de Deus, a Causa que resultou em Seu Filho, o Efeito; é descrita como a primeira vinda de Cristo. Criar é a função do Filho no Céu, assim como foi a de Deus ao criá-lo (nota: a Criação só existe no nível do conhecimento e não é equivalente à criação ou criatividade como são entendidas no mundo da percepção).

Cristo: Segunda Pessoa da Trindade; o Filho Unigênito de Deus ou a Totalidade da Filiação; o Ser que Deus criou por extensão de Seu Espírito. Ainda que Cristo crie como Seu Pai, ele não é o pai, pois Deus criou Cristo, mas Cristo não criou Deus. (nota: Cristo não deve ser equiparado exclusivamente a Jesus).

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Jesus: a fonte do Curso, a primeira pessoa no Curso – “eu”; aquele que primeiro concluiu sua parte na Expiação e por isso pode se encarregar de todo o plano; transcendendo seu ego, Jesus passou a se identificar com o Cristo e agora pode servir como nosso modelo para o aprendizado de uma ajuda sempre presente, quando o invocamos em nosso desejo de perdoar (nota: não dever ser exclusivamente identificado como Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade).

Espírito Santo: Terceira Pessoa da Trindade que é metafórica – mente descrita no Curso como a Resposta de Deus à separação; o Elo de Comunicação entre Deus e Seus Filhos separados, fazendo uma ponte sobre a brecha entre a Mente de Cristo e a nossa mente dividida; a memória de Deus e Seu Filho que trouxemos conosco para nosso sonho; Aquele Que vê nossas ilusões (percepção), conduzindo-nos através delas à verdade (conhecimento); a Voz por Deus, o Que fala por Ele e pelo nosso Ser real, lembrando-nos da Identidade que esquecemos; também denominado como a Ponte, o Consolador, o Guia, o Mediador, o Professor e o Tradutor.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Ser: a nossa verdadeira Identidade como Filhos de Deus; sinônimo de Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade e contrastado com o ser egoico que nós fizemos em substituição à criação de Deus; raramente usado em referência ao Ser de Deus.

 

Citação do Dia

Não é o que você faz, mas o que eu sou, que determina a qualidade de minha vida.

Eu centro a mim mesma no amor em meu coração, que ele seja como um faixo de luz para quem quer que eu encontre e para onde eu for hoje. Eu não preciso me preocupar com o que fazer ou o que dizer, pois o espírito do meu verdadeiro ser irá guiar meus pensamentos e ações.

Minha mais alta função e maior missão é simplesmente ser em qualquer momento a pessoa que sou capaz de ser, estendendo o amor de Deus através de mim para todo o mundo. Então eu irei brilhar, irradiar e sentir a alegria do meu verdadeiro ser.

Querido Deus,
Eu entrego a mim mesma
a Você hoje,
Que eu possa encontrar e ser
Quem realmente sou.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

O perdão oferece tudo o que eu quero, Lição 122

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Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Céu”,  “Cristo”, “Expiação”, “Deus”, “Filho de Deus”, “Medo”, “Mente”, “Mente Certa”, “Mente Errada”, “Mente Una”, “Sonho”, “Pecado”, “Perdão”, “Relacionamento Santo”, “Relacionamentos Especiais” e “Salvação”, como referências para melhor compreensão do exercício.

*****

O perdão oferece tudo o que eu quero.

O que poderias querer que o perdão não possa dar? Queres paz? O perdão a oferece. Queres felicidade, uma mente serena, certeza acerca do teu propósito e um senso de valor e beleza que transcende o mundo? Queres atenção, segurança e o calor da proteção garantida para sempre? Queres uma quietude que não possa ser perturbada, uma gentileza que jamais possa ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão perfeito que jamais possa ser transtornado?

O perdão te oferece tudo isso e mais. Ele brilha nos teus olhos quando acordas e te dá alegria para saudar o dia. Conforta a tua fronte enquanto dormes e repousa sobre as tuas pálpebras para que não tenhas sonhos de medo e mal, malicia e ataque. E quando acordas de novo, ele te oferece um outro dia de felicidade e paz. O perdão te oferece tudo isso, e mais.

O perdão permite que seja erguido o véu que esconde face de Cristo daqueles que olham para o mundo com olhos sem perdão. Permite que reconheças o Filho de Deus e limpes a tua memória de todos os pensamentos mortos, para que a lembrança do teu Pai possa surgir no limiar da tua mente. O que poderias querer que o perdão não possa dar? Que outras dádivas além destas são dignas de serem buscadas? Que valor imaginário, que efeito trivial, que promessa fugaz que nunca será cumprida pode conter mais esperança do que aquilo que o perdão traz?

Por que buscarias uma outra resposta, além da resposta que responde a tudo? Eis aqui a resposta perfeita, dada a perguntas imperfeitas, a pedidos sem significado, à pouca disponibilidade para ouvir, a menos da metade do zelo que poderias dar e a uma confiança parcial. Eis aqui a resposta! Não a busques mais. Não acharás nenhuma outra em vez dela.

O plano de Deus para a tua salvação não pode mudar nem pode falhar. Sê grato por ele permanecer exatamente como Deus o planejou. Imutável, ele está diante de ti como uma porta aberta, ele te chama de além do umbral com boas-vindas calorosas, pedindo-te que entres e sinta-te em casa onde é o teu lugar.

Eis aqui a resposta! Preferirias ficar do lado de fora, quando o Céu inteiro espera por ti do lado de dentro? Perdoa e sê perdoado. Como dás, assim receberás. Não há outro plano senão esse para a salvação do Filho de Deus. Regozijemo-nos hoje por ser assim, pois aqui temos uma resposta clara e simples, além do engano na sua simplicidade. Todas as complexidades que o mundo teceu com frágeis teias de aranha desaparecem diante do poder e da majestade dessa declaração extremamente simples da verdade.

Eis aqui a resposta! Não vires as costas para novamente vagar sem rumo. Aceita a salvação agora. É a dádiva de Deus e não do mundo. O mundo não pode oferecer nenhuma dádiva de qualquer valor à mente que tenha recebido como seu o que Deus lhe deu. É Vontade de Deus que a salvação seja recebida hoje e que os labirintos dos teus sonhos não mais escondam de ti que nada são.

Abre os teus olhos hoje, e olha para um mundo feliz, e segurança e paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno. Na quietude, ele surge para saudar os teus olhos abertos e encher o teu coração de profunda tranqüilidade, à medida que verdades antigas, eternamente recém-nascidas surgem na tua consciência. O que vais lembrar nesse momento nunca poderá ser descrito. No entanto, o teu perdão te oferece isso.

Lembrando-nos das dádivas do perdão, empreendemos a nossa prática de hoje com esperança e fé de que esse será o dia em que a salvação será nossa. Nós a buscaremos hoje com ardor e alegria, cientes de que seguramos a chave em nossas mãos, aceitando a resposta do Céu ao inferno que fizemos, mas no qual não mais queremos permanecer.

De manhã e à noite, oferecemos com alegria um quarto de hora à busca na qual o fim do inferno está garantido. Começa com esperança pois alcançamos o ponto de mutação, em que a estrada vem a ser muito mais fácil. E agora o caminho que ainda temos que percorrer é curto. De fato, estamos bem próximos do final estabelecido para o sonho.

Mergulha na infelicidade ao começar estes períodos de prática, pois oferecem as infalíveis recompensas de perguntas respondidas e do que resulta da tua aceitação da resposta. Hoje te será dado sentir a paz que o perdão oferece e a alegria que o levantar do véu descortina pra ti.

Diante da luz que receberás hoje, o mundo se desvanecerá até desaparecer e verás surgir um outro mundo e não terás palavras para retratá-lo. Caminhamos agora diretamente para a luz e recebemos as dádivas que nos foram reservadas desde o inicio dos tempos, à espera do dia de hoje.

O perdão oferece tudo o que queres. Hoje, todas as coisas que queres te são dadas. Não deixes que as tuas dádivas sumam da tua vista durante, quando voltares a encontrar um mundo de mudanças passageiras e aparências desoladoras. Conserva as tas dádivas na tua consciência com clareza ao ver o imutável no coração da mudança, a luz da verdade por trás das aparências.

Não sejas tentado a deixar que as tuas dádivas passem despercebidas e caiam no esquecimento, mas mantêm-nas com firmeza em tua mente através das tuas tentativas de pensar nelas pelo menos por um minuto a cada quarto de hora que passa. Lembra-te do quanto estas dádivas são preciosas com esse lembrete, que tem o poder de mantê-las na tua consciência ao longo do dia:

O perdão oferece tudo o que eu quero.
Hoje, aceitei isso como verdadeiro.
Hoje, recebi as dádivas de Deus.

*****

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Céu: o mundo não dualista do conhecimento, onde Deus e Sua criação habitam em unidade perfeita na Sua Vontade e espírito; embora exclua o mundo da percepção, o Céu pode refletir-se aqui no relacionamento santo e no mundo real.

Cristo: Segunda Pessoa da Trindade; o Filho Unigênito de Deus ou a Totalidade da Filiação; o Ser que Deus criou por extensão de Seu Espírito. Ainda que Cristo crie como Seu Pai, ele não é o pai, pois Deus criou Cristo, mas Cristo não criou Deus. (nota: Cristo não deve ser equiparado exclusivamente a Jesus).

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Expiação: plano de correção do Espírito Santo para desfazer o ego e curar a crença na separação; surgiu depois da separação e estará terminado quando cada Filho separado tiver realizado a sua parte na Expiação por meio do perdão completo; tem como princípio que a separação jamais ocorreu.

Filho de Deus: conhecimento – Segunda Pessoa da Trindade; o Cristo Que é nosso Verdadeiro Ser.

Percepção: nossa identidade como Filhos separados, ou o Filho de Deus como um ego com uma mente errada e uma mente certa; a expressão bíblica “Filho do homem” raramente é usada para designar o Filho separado.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Sonho: o estado pós-separação no qual o Filho de Deus sonha um sonho de pecado, culpa e medo, acreditando que essa seja a realidade, e o Céu o sonho; o Filho, sendo o sonhador, é a causa do mundo que é o efeito, apesar dessa relação de causa e efeito parecer ser revertida neste mundo, onde parecemos ser o efeito ou as vítimas do mundo; ocasionalmente usado para denotar sonhos durante o sono, embora não exista nenhuma diferença real entre eles e os sonhos que sonhamos acordados, pois ambos pertencem ao mundo ilusório da percepção.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Relacionamento Santo: o meio do Espírito Santo para desfazer o relacionamento especial ou não santo por mudar a meta da culpa para a meta do perdão ou da verdade; o processo do perdão pelo qual alguém que havia percebido o outro como um ser separado se une a ele em sua mente através da visão de Cristo.

Relacionamentos especiais: relacionamentos sobre os quais projetamos culpa, usando-os para substituir o amor e o nosso verdadeiro relacionamento com Deus. São as defesas que reforçam a crença no princípio da escassez enquanto aparentemente o estão desfazendo – fazem exatamente aquilo do qual pretendem nos defender –, pois os relacionamentos especiais tentam preencher as necessidades que percebemos em nós mesmos tirando de outros que são, inevitavelmente, vistos como separados. Portanto, eles reforçam a culpa que, em última instância, vem de acreditarmos na nossa separação de Deus: o pensamento de ataque que é a fonte da qual se origina o nosso senso de falta. Todos os relacionamentos neste mundo começam sendo especiais, já que começam com a percepção da separação e das diferenças, que devem então ser corrigidas pelo Espírito Santo através do per- dão, tornando o relacionamento santo. O especialismo tem duas formas: primeira, o ódio especial, que justifica a projeção da culpa pelo ataque. A segunda, o amor especial, está dentro da ilusão do amor, onde acreditamos que nossas necessidades especiais são preenchidas por pessoas especiais, com atributos especiais, pelos quais nós as amamos. Nesse sentido, o amor especial é o equivalente aproximado da dependência, que gera animosidade ou ódio.

Salvação: a Expiação ou o desfazer da separação; somos “salvos” da nossa crença na realidade do pecado e da culpa através da mudança da mente que o perdão e o milagre acarretam.

Mundo: Nível 1 – o efeito da crença do ego na separação, que é a sua causa; o pensamento de separação e ataque a Deus revestido de forma. Sendo a expressão da crença no espaço e no tempo, não foi criado por Deus Que transcende inteiramente o tempo e o espaço; a menos que esteja sendo feita uma referência específica ao mundo do conhecimento, se refere apenas à percepção, o domínio do ego depois da separação.

Nível 2: mentalidade errada  –  a prisão da separação que reforça a crença do ego no pecado e na culpa, perpetuando a existência aparente deste mundo.

Mentalidade certa: uma sala de aula, na qual aprendemos as nossas lições de perdão, o instrumento de ensino do Espírito Santo para nos ajudar a transcender o mundo; assim o propósito do mundo é nos ensinar que o mundo não existe.

Mundo Real: estado da mente no qual, através do perdão completo, o mundo da percepção é libertado das projeções que colocamos sobre ele. Assim, é a mente que muda, não o mundo, e passamos a ver através da visão de Cristo que abençoa em vez de condenar; o sonho feliz do Espírito Santo; o fim da Expiação, desfazendo nossos pensamentos de separação e permitindo que Deus dê o último passo.

*****

Citação do Dia

Hoje eu deixo ir todas as coisas que não são importantes.

Eu não serei afetada por um mundo que ressalta o que não tem significado. Eu reivindico para a minha mente a luz da Verdade, fazendo dela impenetrável para os ataques do que não é importante.

Eu não permito que o meu tempo hoje me desperdice, ou seja desperdiçado. Eu rezo pela disciplina mental e emocional para notar e agir apenas sobre o que é importante. Que eu deixe passar o resto.

Querido Deus,
Por favor, envie seus Anjos
Para guardar a minha mente
E manter sob controle
Todos os pensamentos sem significado.
Eu devoto esse dia para coisas significativas
E a serví-las com todo o meu coração.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

O perdão é a chave da felicidade, Lição 121

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Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor, “Céu”, “Expiação”, “Deus”, “Filho de Deus”, “Medo”, “Mente”, “Mente Certa”, “Mente Errada”, “Mente Una”, “Pecado”, “Perdão”, “Relacionamento Santo”, “Relacionamentos Especiais” e “Salvação”, como referências para melhor compreensão do exercício.

*****

O perdão é a chave da felicidade.

Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave do significado em um mundo que parece não fazer sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem ameaçar-te a cada esquina, trazendo a incerteza para todas as tuas esperanças de jamais achar a quietude e a paz. Aqui, todas as perguntas são respondidas, aqui está finalmente assegurado o fim de toda incerteza.

A mente que não perdoa é cheia de medo e não oferece espaço ao amor para ser ele mesmo, nenhum lugar onde ele possa estender as suas asas em paz e elevar-se acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, sem esperança de descanso e de liberar-se da dor. Ela sofre e habita na miséria, espreitando a escuridão sem ver, mas certa do perigo que lá a ronda.

A mente que não perdoa é dilacerada pela dúvida, confusa a respeito de si mesma e de tudo o que vê; medrosa e com raiva, fraca e ameaçadora, com medo de seguir adiante, com medo de ficar; com medo de acordar ou de adormecer, com medo de qualquer som, todavia com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pela escuridão e no entanto mais aterrorizada ainda com a aproximação da luz. O que pode a mente que não perdoa perceber, senão a sua própria perdição? O que pode contemplar, senão a prova de que todos os seus pecados são reais?

A mente que não perdoa não vê equívocos, só pecados. Olha para o mundo com olhos que não vêem e grita ao ver as suas próprias projeções erguerem-se para atacar a sua miserável paródia de vida. Ela quer viver, mas deseja estar morta. Quer o perdão, mas não vê esperança alguma. Quer escapar, mas não pode conceber nenhuma saída, porque vê o pecado em toda parte.

A mente que não perdoa está em desespero, sem a perspectiva de um futuro que possa lhe oferecer alguma coisa que não seja mais desespero. Pensa que não pode mudar, pois o que vê dá testemunho de que o seu julgamento é correto. Não pergunta, porque pensa que sabe. Não questiona, pois tem certeza de que está certa.

O perdão é adquirido. Não é inerente à mente que não pode pecar. Como o pecado é uma idéia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem que ser aprendido por ti, mas com um Professor diferente de ti. Aquele que representa o outro Ser em ti. Através Dele, aprendes a perdoar o ser que pensas que fizeste e a deixá-lo desaparecer. Assim, devolves a tua mente unificada Àquele Que é o teu Ser e Que jamais pode pecar.

Cada mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade para ensinar à tua própria mente como perdoar a si mesma. Cada uma delas espera a liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando-te o Céu aqui e agora. Ela não tem esperança, mas vens a ser a sua esperança. E sendo a sua esperança, vens a ser a tua própria. A mente que não perdoa tem que aprender através do teu perdão que foi salva do inferno. E, ao ensinares a salvação, aprenderás. No entanto, todo o teu ensino e o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para mostrar-te o caminho.

Hoje, praticaremos aprender a perdoar. Se estiveres disposto hoje podes aprender a pegar a chave da felicidade e usá-la a favor de ti mesmo. Dedicaremos dez minutos pela manhã e mais dez à noite ao aprendizado de dar o perdão e também de recebê-lo.

A mente que não perdoa não acredita que dar e receber são a mesma coisa. Mas hoje tentaremos aprender que são uma só, praticando o perdão em relação a alguém que pensas ser um inimigo e a alguém que consideras como um amigo. E ao aprender a vê-los como um só, estenderemos a lição a ti mesmo e veremos que no seu escape estava incluído o teu.

Dá inicio aos períodos de prática mais longos pensando em alguém de quem não gostes, que pareça irritar-te ou que te cause contrariedade se vieres a encontrá-lo; alguém que de fato desprezes ou apenas tentes ignorar. Não importa a forma que tome a tua raiva. Provavelmente já o escolheste. Ele servirá.

Agora, fecha os olhos e vendo-o na tua mente, olha para ele por um momento. Tenta perceber nele alguma luz em algum lugar, um pequeno lampejo que nunca havias notado. Tenta achar uma pequena centelha de luz brilhando através do feio retrato que manténs dele. Olha para esse retrato até que vejas uma luz em algum ponto e em seguida tenta deixar que essa luz se estenda até cobri-lo, fazendo com que o retrato seja bonito e bom.

Olha por um momento para essa percepção mudada e volta a tua mente para aquele a quem chamas de amigo. Procura transferir para ele a luz que aprendeste a ver em torno do teu antigo “inimigo”. Percebe-o agora com mais do que um amigo para ti, pois nesta luz, a sua santidade te mostra o teu salvador, salvo e pronto a salvar, curado e íntegro.

Então, deixa que ele ofereça a ti a luz que vês nele e deixa que o teu “inimigo” e o teu amigo se unam, abençoando-te com o que deste. Agora, és um com eles e eles contigo. Agora, foste perdoado por ti mesmo. Não esqueças, ao longo do dia, o papel que o perdão desempenha em trazer felicidade a cada mente que não perdoa, incluindo entre elas a tua.

Dize a ti mesmo a cada hora:

O perdão é a chave da felicidade. Despertarei do sonho de
que sou mortal, falível e cheio de pecado, e saberei que
sou Filho perfeito de Deus.

*****

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Céu: o mundo não dualista do conhecimento, onde Deus e Sua criação habitam em unidade perfeita na Sua Vontade e espírito; embora exclua o mundo da percepção, o Céu pode refletir-se aqui no relacionamento santo e no mundo real.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Expiação: plano de correção do Espírito Santo para desfazer o ego e curar a crença na separação; surgiu depois da separação e estará terminado quando cada Filho separado tiver realizado a sua parte na Expiação por meio do perdão completo; tem como princípio que a separação jamais ocorreu.

Filho de Deus: conhecimento – Segunda Pessoa da Trindade; o Cristo Que é nosso Verdadeiro Ser.

Percepção: nossa identidade como Filhos separados, ou o Filho de Deus como um ego com uma mente errada e uma mente certa; a expressão bíblica “Filho do homem” raramente é usada para designar o Filho separado.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Relacionamento Santo: o meio do Espírito Santo para desfazer o relacionamento especial ou não santo por mudar a meta da culpa para a meta do perdão ou da verdade; o processo do perdão pelo qual alguém que havia percebido o outro como um ser separado se une a ele em sua mente através da visão de Cristo.

Relacionamentos especiais: relacionamentos sobre os quais projetamos culpa, usando-os para substituir o amor e o nosso verdadeiro relacionamento com Deus. São as defesas que reforçam a crença no princípio da escassez enquanto aparentemente o estão desfazendo – fazem exatamente aquilo do qual pretendem nos defender –, pois os relacionamentos especiais tentam preencher as necessidades que percebemos em nós mesmos tirando de outros que são, inevitavelmente, vistos como separados. Portanto, eles reforçam a culpa que, em última instância, vem de acreditarmos na nossa separação de Deus: o pensamento de ataque que é a fonte da qual se origina o nosso senso de falta. Todos os relacionamentos neste mundo começam sendo especiais, já que começam com a percepção da separação e das diferenças, que devem então ser corrigidas pelo Espírito Santo através do per- dão, tornando o relacionamento santo. O especialismo tem duas formas: primeira, o ódio especial, que justifica a projeção da culpa pelo ataque. A segunda, o amor especial, está dentro da ilusão do amor, onde acreditamos que nossas necessidades especiais são preenchidas por pessoas especiais, com atributos especiais, pelos quais nós as amamos. Nesse sentido, o amor especial é o equivalente aproximado da dependência, que gera animosidade ou ódio.

Salvação: a Expiação ou o desfazer da separação; somos “salvos” da nossa crença na realidade do pecado e da culpa através da mudança da mente que o perdão e o milagre acarretam.

Citação do Dia

Que possam todos meus os encontros serem santos.

Hoje eu vejo todo encontro como sagrado, abençoando a todos a quem encontro ou mesmo penso sobre. Que possa uma luz santa brilhar do meu peito e abençoar todas as coisas vivas. Que possa a minha presença na terra ser o critério para o amor de Deus.

Eu coloco meus relacionamentos nas mãos de Deus e oro para que eles sejam usados por Ele.

Que possa qualquer pessoa que esteja em minha presença sentir o bálsamo curativo da paz. Que possam meus pensamentos e ações estenderem o amor que preenche o coração de Deus e o meu.

Querido Deus,
Por favor, use meus encontros
Para aumentar o Seu amor.
Que eles possam ser uma benção,
Sobre todos os envolvidos.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Eu sou como Deus me criou, Lição 110

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Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor”, “Cristo”, “Deus”,  “Espírito Santo”, “Milagre” e “Perdão”, como referências para melhor compreensão do exercício.

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Eu sou como Deus me criou

Repetiremos essa idéia de hoje de vez em quando. A razão disso é que esse único pensamento seria suficiente para salvar a ti e ao mundo, se acreditasses que é verdadeiro.

Essa verdade significaria que não fizeste nenhuma mudança em ti mesmo que tenha realidade, e nem mudaste o universo de forma que o que Deus criou seja substituído pelo medo e pelo mal, pela miséria e pela morte. Se permaneces tal como Deus te criou, o medo não tem significado, o mal não é real, a miséria e a morte não existem.

A idéia de hoje é, portanto, tudo que precisas para deixar que a completa correção cure a tua mente e te dê a visão perfeita que curará todos os equívocos que qualquer mente tenha cometido, em qualquer tempo ou lugar. Ela basta para curar o passado e fazer com que o futuro seja livre. Basta para deixar que o presente seja aceito tal como é. Basta para deixar que o tempo seja o meio pelo qual todo mundo aprende a escapar do tempo e de todas as mudanças que o tempo parece trazer ao passar.

Se permaneces tal como Deus te criou, as aparências não podem tomar o lugar da verdade, a saúde não pode virar doença nem a morte pode substituir a vida, ou o medo o amor. Tudo isso não ocorreu, se tu permaneces tal como Deus te criou. Não precisas de nenhum pensamento, a não ser esse, para deixar que a redenção venha iluminar o mundo e libertar-te do passado.

Com esse único pensamento, todo o passado é desfeito; o presente é salvo para estender-se em quietude até um futuro intemporal. Se tu és tal como Deus te criou, então na houve separação entre a tua mente e a Sua, nem divisão entre a tua e as outras mentes e, dentro da tua própria mente, só há unidade.

O poder curativo da idéia de hoje é sem limites. É o berço de todos os milagres, a grande restauradora da verdade à consciência do mundo. Pratica a idéia de hoje com gratidão. Essa é a verdade que vem para libertar-te. Essa é a verdade que Deus te prometeu. Esse é o Verbo no qual todo o pesar chega ao fim.

Para os teus períodos de prática de cinco minutos, começa com essa citação do texto:

Eu sou como Deus me criou. O Seu Filho nada pode sofrer.
E eu sou Seu Filho.

Em seguida, com essa declaração bem firme em tua mente, tenta descobrir em tua mente o Ser Que é o Filho Santo de Deus em Si Mesmo.

Busca dentro de ti Aquele que é o Cristo em ti, o Filho de Deus e o irmão do mundo, o Salvador Que foi salvo para sempre, com o poder de salvar todo aquele que O tocar por mais levemente que seja, pedindo o Verbo que lhe diz que ele é um irmão para com Ele.

Tu és como Deus te criou. Hoje, honra o teu Ser. Não deixes que as imagens de escultura que fizeste para que fossem o Filho de Deus em lugar do que ele é sejam adoradas no dia de hoje. No fundo da tua mente, o Cristo santo em ti está à espera de que O reconheças como tu mesmo. E estás perdido e não conheces a ti mesmo enquanto Ele permanece sem reconhecimento e não é conhecido.

Busca-O hoje e acha-O. Ele será o teu Salvador de todos os ídolos que tens feito. Pois, quando O achares, compreenderás quão sem valor são os teus ídolos e quão falsas as imagens que acreditavas que eras. Hoje, avançamos muito em direção à verdade, abandonando os ídolos e abrindo as nossas mãos, os nossos corações e as nossas mentes para Deus nesse dia.

Lembraremos Dele ao longo do dia, com corações agradecidos e com pensamentos de amor por todos aqueles que encontrarmos hoje. Pois é assim que nos lembramos Dele. E diremos, para que sejamos lembrados do Seu Filho, o nosso Ser Santo, o Cristo em cada um de nós:

Eu sou como Deus me criou.

Vamos declarar essa verdade com a maior freqüência possível. Esse é Verbo de Deus que te liberta. Essa é a chave que abre a porta do Céu e te deixa entrar na paz de Deus e na Sua eternidade.

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Glossário de termos dessa lição

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Cristo: Segunda Pessoa da Trindade; o Filho Unigênito de Deus ou a Totalidade da Filiação; o Ser que Deus criou por extensão de Seu Espírito. Ainda que Cristo crie como Seu Pai, ele não é o pai, pois Deus criou Cristo, mas Cristo não criou Deus. (nota: Cristo não deve ser equiparado exclusivamente a Jesus).

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Espírito Santo: Terceira Pessoa da Trindade que é metafórica – mente descrita no Curso como a Resposta de Deus à separação; o Elo de Comunicação entre Deus e Seus Filhos separados, fazendo uma ponte sobre a brecha entre a Mente de Cristo e a nossa mente dividida; a memória de Deus e Seu Filho que trouxemos conosco para nosso sonho; Aquele Que vê nossas ilusões (percepção), conduzindo-nos através delas à verdade (conhecimento); a Voz por Deus, o Que fala por Ele e pelo nosso Ser real, lembrando-nos da Identidade que esquecemos; também denominado como a Ponte, o Consolador, o Guia, o Mediador, o Professor e o Tradutor.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Milagre: a mudança da mente que desloca a nossa percepção do mundo egoico do pecado para o mundo do perdão do Espírito Santo; reverte a projeção devolvendo à mente a sua função causativa, permitindo-nos escolher outra vez; transcende as leis deste mundo para refletir as leis de Deus; se realiza pela nossa união com o Espírito Santo ou Jesus, sendo o meio de curar as nossas mentes e as mentes dos outros (nota: não deve ser confundido com a compreensão tradicional de milagres como mudança nos fenômenos externos).

Perdão: ato de olhar para nosso especialismo com o Espírito Santo ou Jesus, sem culpa ou julgamento; nossa função especial que altera a percepção que temos das outras pessoas como “inimigas” (ódio especial) ou como salvadoras (amor especial) para irmãs ou amigas, removendo todas as projeções de culpa que fizemos sobre elas; a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todas as pessoas unidas na Filiação de Deus e olha para o que está além das diferenças aparentes que refletem a separação. A percepção do pecado como algo real faz com que o perdão verdadeiro seja impossível. O perdão verdadeiro traz o reconhecimento de que aquilo que pensamos que havia sido feito a nós, ou aquilo que pensamos ter feito, não pode nos tirar a paz, já que somos responsáveis pelo roteiro das nossas vidas e, portanto, apenas nós mesmos podemos nos privar da paz de Deus. Assim, perdoamos os outros pelo que não fizeram a nós, ao invés de perdoá-los “pelo que fizeram”, como acontece no sistema de pensamento do ego.

Citação do Dia

“PARA REFLEXÃO :: Sobre retribuir Deus

Deus me deu minha identidade, e isso não pode ser tomado.
Deus me imbuiu com potencial infinito, e isso não pode ser tomado.
Deus me proveu com a oportunidade de mudar meu pensamento em qualquer instante, e isso não pode ser tomado.
Deus me deu a capacidade de amar, e isso não pode ser tomado.
Deus me confiou o poder de viver na luz de Sua abundância em qualquer momento, e isso não pode ser tomado.
Deus me deu todas essas coisas.
Eu me pergunto hoje, agora, o que eu devo retribuir para Deus?”

– extraido do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

 

Eu descanso em Deus, Lição 109

Licao109_UCEM

Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Céu”, “Conhecimento”, “Criação”, “Cura”, “Deus”, “Filho de Deus” e “Sonho”, como referências para melhor compreensão do exercício.

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Eu descanso em Deus

Pedimos descanso hoje, e uma quietude inabalada pelas aparências do mundo. Pedimos paz e serenidade em meio a todo o tumulto que nasce de sonhos em conflito. Pedimos segurança e felicidade, embora pareçamos olhar para o perigo e o pesar. E temos o pensamento que responderá ao nosso pedido com o que estamos pedindo.

“Eu descanso em Deus”. Esse pensamento te trará o descanso e a quietude, a paz e a calma, a segurança e a felicidade que buscas. “Eu descanso em Deus”. Esse pensamento tem o poder de despertar a verdade adormecida em ti, cuja visão vê, além das aparências, essa mesma verdade em todos e em tudo o que existe. Eis aqui o fim do sofrimento para o mundo todo, para todos os que jamais vieram ou que ainda virão para passar algum tempo aqui. Eis aqui o pensamento em que o Filho de Deus nasce de novo para reconhecer a si mesmo.

“Eu descanso em Deus”. Completamente imperturbável, esse pensamento te carregará através das tempestades e da discórdia, além da miséria e da dor, além da perda e da morte, e mais adiante em direção à certeza de Deus. Não há sofrimento que ele não possa curar. Não há problema que ele não possa resolver. Não há nenhuma aparência que não se volte para a verdade diante dos teus olhos, pois tu és aquele que descansa em Deus.

Esse é o dia da paz. Descansas em Deus e, enquanto o mundo é dilacerado por ventos de ódio, o teu descanso permanece completamente imperturbado. O teu descanso é o da verdade. As aparências não podem interferir em ti. Chamas a todos para que se unam a ti no teu descanso e todos ouvirão e virão a ti, pois descansas em Deus. Eles não ouvirão outra voz senão a tua, porque deste a tua voz a Deus e agora descansas Nele e deixa-O falar através de ti.

Nele, não tens cuidados nem preocupações, não tens fardos, ansiedade ou dor, medo do futuro ou arrependimentos passados. Descansas na intemporalidade, enquanto o tempo passa sem deixar seu toque sobre ti, pois o teu descanso nunca pode mudar de modo algum. Hoje, descansas. E, ao fechares os olhos, afunda na serenidade. Deixa que estes períodos de descanso e pausa reassegurem à tua mente que todas as tuas fantasias frenéticas não passavam de sonhos febris que se foram. Deixa a tua mente ficar serena e aceitar com gratidão a sua cura. Nenhum sonho amedrontador virá, agora que descansas em Deus. Reserva tempo hoje para passar dos sonhos à paz.

Hoje, a cada hora que descansas, uma mente cansada subitamente se faz contente, um pássaro de asas quebradas começa a cantar, um rio seco há muito tempo voltará a fluir. O mundo renasce a cada vez que descansas e te lembras a cada hora que vieste para trazer a paz de Deus ao mundo para que ele possa descansar junto contigo.

Com cada cinco minutos de descanso hoje, o mundo estará mais próximo do despertar. E o momento em que o descanso será a única coisa que existe vem para mais perto de todas as mentes desgastadas e cansadas, por demais exauridas para seguirem os seus caminhos sozinhas. E elas ouvirão o pássaro começar a cantar e verão o rio fluir novamente com renascida esperança e com a energia restaurada para andar com passos leves ao longo da estrada que, de súbito, parece fácil à medida em que a percorrem.

Hoje, descansa na paz de Deus e, do teu descanso, chamas os teus irmãos para atraí-los ao descanso junto contigo. Hoje serás fiel à tua confiança, sem esquecer ninguém, trazendo todos ao círculo sem limites da tua paz, o santuário sagrado onde descansas. Abre as portas do templo e deixa-os vir do outro lado do mundo e de perto também; os teus irmãos distantes e os teus amigos mais íntimos; convida-os todos a entrar aqui e a descansar contigo.

Hoje, descansas na paz de Deus, quieto e sem medo. Cada irmão vem para descansar e oferecer o descanso a ti. Descansamos juntos aqui, pois é assim que o nosso descanso se faz completo, e já recebemos o que estamos dando hoje. O tempo não é o guardião do que damos hoje. Estamos dando àqueles que ainda não nasceram e àqueles que já passaram, a cada Pensamento de Deus e à Mente na qual estes Pensamentos nasceram e onde descansam. E nós lembraremos a eles do seu lugar de descanso toda vez que dissermos a nós mesmos: “Eu descanso em Deus”.

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Glossário de termos dessa lição

Céu: o mundo não dualista do conhecimento, onde Deus e Sua criação habitam em unidade perfeita na Sua Vontade e espírito; embora exclua o mundo da percepção, o Céu pode refletir-se aqui no relacionamento santo e no mundo real.

Conhecimento: Céu, o mundo de Deus da pré-separação e Sua criação unificada, no qual não há diferenças ou formas e assim exclui o mundo da percepção; não deve ser confundido com o significado comum da palavra “conhecimento”, que implica na existência de um sujeito que conhece e um objeto que é conhecido. No Curso, o conhecimento reflete a experiência pura do não dualismo, sem a dicotomia do sujeito-objeto. Ver: Céu.

Criação: a extensão do Ser ou Espírito de Deus, a Causa que resultou em Seu Filho, o Efeito; é descrita como a primeira vinda de Cristo. Criar é a função do Filho no Céu, assim como foi a de Deus ao criá-lo (nota: a Criação só existe no nível do conhecimento e não é equivalente à criação ou criatividade como são entendidas no mundo da percepção).

Cura: a correção na mente da crença na doença que faz com que a separação e o corpo pareçam reais; o efeito de se unir a outro no perdão, deslocando a percepção de corpos separados – a fonte de toda doença – para o nosso propósito compartilhado de cura neste mundo. Já que a cura se baseia na crença de que nossa verdadeira Identidade é o espírito, não o corpo, todos os tipos de doença não podem deixar de ser ilusórios, pois só um corpo ou um ego podem sofrer. A cura, portanto, reflete o princípio segundo o qual não existe uma ordem de dificuldades em milagres.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Filho de Deus: conhecimento – Segunda Pessoa da Trindade; o Cristo Que é nosso Verdadeiro Ser.

Percepção: nossa identidade como Filhos separados, ou o Filho de Deus como um ego com uma mente errada e uma mente certa; a expressão bíblica “Filho do homem” raramente é usada para designar o Filho separado.

Sonho: o estado pós-separação no qual o Filho de Deus sonha um sonho de pecado, culpa e medo, acreditando que essa seja a realidade, e o Céu o sonho; o Filho, sendo o sonhador, é a causa do mundo que é o efeito, apesar dessa relação de causa e efeito parecer ser revertida neste mundo, onde parecemos ser o efeito ou as vítimas do mundo; ocasionalmente usado para denotar sonhos durante o sono, embora não exista nenhuma diferença real entre eles e os sonhos que sonhamos acordados, pois ambos pertencem ao mundo ilusório da percepção.

Citação do Dia

Hoje eu me comunico com amor e graça.

Sempre que estou procurando me expressar para os outros, eu sou responsável pelo meu efeito. É minha responsabilidade, e apenas minha, comunicar de uma maneira que convide o outro para dentro do meu coração. Eu estou ciente de que existem maneiras de falar, e maneiras de me comportar, que fazem com que o medo ao invés do amor aumente naqueles à minha volta. Não é trabalho dos outros descobrir quem eu realmente sou; ao contrário, é meu trabalho tornar isso claro para todos verem. Se eu quero que os outros vejam o amor em mim, então eu devo mostrar isso para eles.

Querido Deus,
Ajude-me a afiar minha personalidade
Para que assim meu amor seja claro para todos,
Minha suavidade não seja escondida de ninguém,
E minha bondade seja sempre expressada.
Ajude-me a sempre encontrar um caminho afetuoso
Para comunicar meus pensamentos.
Amém.”

– extraido do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

 

Dar e receber são um só na verdade, Lição 108

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Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Culpa”, “Cura”, “Dar/receber”, “Deus”, “Defesas”, “Ego”, “Espírito Santo”, “Expiação”, “Medo”, “Pecado”, “Princípio da escassez”, “Salvação”, “Sonho” e “Trindade”, como referências para melhor compreensão do exercício.

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Dar e receber são um só na verdade.

A visão depende da idéia de hoje. A luz está nela pois reconcilia todos os opostos aparentes. E o que é a luz senão a resolução, nascida da paz, de todos os teus conflitos e pensamentos equivocados, fazendo de todos eles um só conceito que é totalmente verdadeiro? Até mesmo esse virá a desaparecer, porque o Pensamento por trás dele aparecerá para tomar o seu lugar. E agora estás em paz para sempre pois o sonho acabou.

A luz verdadeira que faz com que a visão verdadeira seja possível não é a luz que os olhos do corpo contemplam. É um estado da mente que veio a ser ta unificado que a escuridão não pode ser percebida de forma alguma. E assim o que é o mesmo é visto como um só, enquanto o que não é o mesmo permanece despercebido, pois não existe.

Essa é a luz que não mostra opostos e a visão, tendo sido curada, tem o poder de curar. Essa é a luz que traz paz a outras mentes para compartilharem dela e ficarem contentes por serem unas contigo e com elas mesmas. Essa é a luz que cura porque traz a única percepção baseada num só ponto de referência do qual vem um só significado.

Aqui, tanto o dar quanto o receber são vistos como aspectos diferentes de um só Pensamento, cuja verdade não depende de qual é visto como o primeiro, ou qual parece estar em segundo lugar. Aqui compreende-se que ambos ocorrem juntos para que o Pensamento permaneça completo. E nesta compreensão está a base na qual todos os opostos são reconciliados por serem percebidos do mesmo ponto de referência, aquele que unifica esse Pensamento.

Um só pensamento, completamente unificado, servirá para unificar todos os pensamentos. Isso é o mesmo que dizer que uma só correção será suficiente para todas as correções ou que perdoar totalmente um irmão é o suficiente para trazer a salvação à todas as mentes. Pois estes não passam de casos especiais de uma só lei que se mantém para todo tipo de aprendizado, se for dirigido por Aquele Que conhece a verdade.

Aprender que dar e receber são a mesma coisa tem uma utilidade específica, pois pode-se tentar isso com muita facilidade e ver que é verdade. E quando esse caso específico tiver provado que isso sempre funciona, em todas as circunstâncias em que é feita essa tentativa, o pensamento por trás dele pode ser generalizado a outras áreas de dúvida e de dupla visão. E, a partir daí, ele se estenderá para finalmente chegar ao único Pensamento que é a base de todos os outros.

Hoje, praticaremos o caso específico de dar e receber. Usaremos essa simples lição naquilo que é óbvio, pois tem resultados que não podemos perder. Dar é receber. Hoje, tentaremos oferecer paz a todos e ver quão rapidamente ela retorna a nós. Luz é tranqüilidade e é nesta paz que a visão nos é dada e podemos ver.

Assim, começaremos os períodos de prática com a instrução do dia, dizendo:

Dar e receber são um só na verdade.
Hei de receber o que estou dando agora.

Em seguida, fecha os olhos e pensa durante cinco minutos no que queres oferecer a todos para que seja teu. Poderias dizer, por exemplo:

A todos eu ofereço quietude.
A todos eu ofereço a paz da mente.
A todos eu ofereço gentileza.

Dize cada uma destas frases lentamente, em seguida, faze uma pequena pausa esperando para receber a dádiva que deste. E ela virá a ti na mesma medida em que a deste.

Descobrirás que tens um retorno exato, pois é isso o que pediste. Talvez também seja útil pensares em alguém para dar as tuas dádivas. Ele representa os outros e, através dele, dás a todos.

Nossa lição muito simples para o dia de hoje te ensinará muito. Efeito e causa passarão a ser bem mais compreendidos a partir deste momento e progrediremos muito mais rapidamente.

Pensa nos exercícios para o dia de hoje como rápidos avanços no teu aprendizado, ainda mais rápidos e mais seguros a cada vez que disseres: “Dar e receber são um só na verdade”.

*****

Glossário de termos dessa lição

Culpa: o sentimento vivido em relação ao pecado. O seu reflexo, que vem das nossas mentes, é visto na totalidade das crenças e sentimentos negativos que temos sobre nós mesmos, em sua maioria inconscientes. A culpa se baseia numa sensação de in- dignidade inerente, aparentemente além do poder de Deus para perdoar. Embora estejamos equivocados, acreditamos que Deus exige que sejamos punidos pelo pecado aparente de termos nos separados Dele. Seguindo os conselhos do ego, que nos diz que encarar a culpa nos destruiria, negamos a sua presença em nos- sas mentes e a projetamos para fora em forma de ataque, seja contra os outros em forma de raiva, ou contra os nossos próprios corpos em forma de doença.

Cura: a correção na mente da crença na doença que faz com que a separação e o corpo pareçam reais; o efeito de se unir a ou- tro no perdão, deslocando a percepção de corpos separados – a fonte de toda doença – para o nosso propósito compartilhado de cura neste mundo. Já que a cura se baseia na crença de que nossa verdadeira Identidade é o espírito, não o corpo, todos os tipos de doença não podem deixar de ser ilusórios, pois só um corpo ou um ego podem sofrer. A cura, portanto, reflete o princípio segundo o qual não existe uma ordem de dificuldades em milagres.

Dar/receber: mentalidade errada – quando alguém dá, passa a ter menos, o que reforça a crença do ego na escassez e no sacrifício e serve de exemplo para o seu princípio de dar para receber, no qual ele dá de modo a poder receber mais de alguma outra coisa em retorno. Acreditando que pode dar aos outros seus presentes de culpa e medo, a versão do ego do que seja dar é realmente projeção. Mente certa: dar e receber são idênticos, o que reflete o princípio da abundância do Céu e a lei da extensão; o espírito nunca pode perder, pois quando alguém dá amor, recebe amor. As dádivas do Espírito Santo são qualitativas e não quantitativas e, por conseguinte, aumentam na medida em que são compartilhadas. O mesmo princípio funciona no nível do ego, porque na medida em que damos culpa (projeção), assim também a recebemos.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Defesas: mente errada – os meios que utilizamos para nos protegermos de nossa culpa, do medo e dos ataques aparentes das outras pessoas. As defesas mais importantes são a negação e a projeção. Por sua própria natureza, as defesas fazem exatamente o que pretendem evitar que nos aconteça, pois reforçam a crença na própria vulnerabilidade, o que aumenta sensivelmente o nosso medo e a crença em que necessitamos de defesas. Mente certa: as defesas são reinterpretadas como os meios que usamos para nos libertarmos do medo, por exemplo, a negação nega “a negação da verdade” e a projeção da nossa culpa faz com que possamos ter consciência do que negamos, de modo que possamos perdoar verdadeiramente.

Ego: a crença na realidade do ser separado ou falso, feito em substituição ao Ser Que Deus Criou; o pensamento de separação que faz surgir o pecado, a culpa e o medo, assim como um sistema de pensamento baseado no especialismo para proteger a si mesmo; a parte da mente que acredita que está separada da Mente de Cristo. Essa mente dividida tem duas partes: a mente certa e a mente errada. Quase sempre o termo ego é usado para indicar a “mente errada”, mas pode incluir a parte da mente dividida que pode escolher a mentalidade certa, o que chamamos de tomador de decisões (nota: não deve ser confundido com o ego da psicanálise, mas pode ser superficialmente comparado com a psique inteira, da qual o ego psicanalítico faz parte).

Espírito Santo: Terceira Pessoa da Trindade que é metafórica – mente descrita no Curso como a Resposta de Deus à separação; o Elo de Comunicação entre Deus e Seus Filhos separados, fazendo uma ponte sobre a brecha entre a Mente de Cristo e a nossa mente dividida; a memória de Deus e Seu Filho que trouxemos conosco para nosso sonho; Aquele Que vê nossas ilusões (percepção), conduzindo-nos através delas à verdade (conhecimento); a Voz por Deus, o Que fala por Ele e pelo nosso Ser real, lembrando-nos da Identidade que esquecemos; também denominado como a Ponte, o Consolador, o Guia, o Mediador, o Professor e o Tradutor.

Expiação: plano de correção do Espírito Santo para desfazer o ego e curar a crença na separação; surgiu depois da separação e estará terminado quando cada Filho separado tiver realizado a sua parte na Expiação por meio do perdão completo; tem como princípio que a separação jamais ocorreu.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Princípio da Escassez: um aspecto da culpa; a crença segundo a qual somos vazios ou incompletos, pois aquilo de que necessitamos nos falta realmente. Isso conduz à busca de ídolos, ou relacionamentos especiais, para preencherem a escassez que experimentamos dentro de nós. É inevitavelmente projetado em sentimentos de privação, nos momentos em que acreditamos que os outros estão nos privando da paz, quando na realidade fomos nós que nos privamos; o contrário do princípio de abundância de Deus.

Salvação: a Expiação ou o desfazer da separação; somos “salvos” da nossa crença na realidade do pecado e da culpa através da mudança da mente que o perdão e o milagre acarretam.

Separação: a crença no pecado que afirma uma identidade separada de nosso Criador; pareceu acontecer uma vez, e o sistema de pensamento que surgiu dessa ideia é representado pelo ego; resulta em um mundo de percepção e forma, de dor, sofrimento e morte, real no tempo, mas desconhecido na eternidade.

Sonho: o estado pós-separação no qual o Filho de Deus sonha um sonho de pecado, culpa e medo, acreditando que essa seja a realidade, e o Céu o sonho; o Filho, sendo o sonhador, é a causa do mundo que é o efeito, apesar dessa relação de causa e efeito parecer ser revertida neste mundo, onde parecemos ser o efeito ou as vítimas do mundo; ocasionalmente usado para denotar sonhos durante o sono, embora não exista nenhuma diferença real entre eles e os sonhos que sonhamos acordados, pois ambos pertencem ao mundo ilusório da percepção.

Trindade: a unidade de Seus Níveis não é compreensível neste mundo; consiste de 1) Deus, o Pai e Criador, 2) Seu Filho, Cristo, nosso verdadeiro Ser Que inclui as nossas criações e 3) o Espírito Santo, a Voz por Deus.

Citação do Dia

“Ao invés de raiva, eu escolho amor hoje.

Minha raiva é uma pirraça do meu eu assustado, como uma criança que precisa do amor que somente eu devo prover. Eu não posso esperar que nenhuma outra pessoa veja a dor por trás da minha raiva. É minha responsabilidade abrandar meu comportamento. Saciar minha raiva é um ato de auto-sabotagem, pois isso afasta justamente o amor do qual eu preciso. Hoje, se eu for tentada à raiva, eu orarei por um milagre que me liberte. Eu estou comprometida com o amor como uma maneira de curar o que quer que seja que tenha me tirado do caminho.

Querido Deus,
Por favor, afaste minha raiva,
Pois essa não é uma expressão do meu eu verdadeiro.
Mostre-me o amor
Que está além dela,
E me ajuda a mostrá-lo para os outros.
Amém.”

– extraido do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

 

A verdade corrigirá todos os erros na minha mente, Lição 107

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Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Amor”, “Ataque”, “Culpa”, “Cura”, “Deus”, “Medo”, “Mente”, “Mente certa”, “Mente errada”, “Mente una”, “Mundo”, “Mundo Real”, “Pecado”, “Percepção verdadeira”, “Ser” e “Trindade”, como referências para melhor compreensão do exercício.

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A verdade corrigirá todos os erros na minha mente.

O que pode corrigir ilusões senão a verdade? E o que são os erros senão ilusões que permanecem sem ser reconhecidas pelo que são? Onde entra a verdade, desaparecem os erros. Eles simplesmente se desvanecem, sem deixar qualquer traço pelo qual possam ser lembrados. Eles se vão porque, sem crença, não têm vida. Assim, desaparecem no nada, voltando ao lugar de onde vieram. Vão e Vêm do pó para o pó, pois só a verdade permanece.

Podes imaginar o que é um estado mental sem ilusões? Qual seria o sentimento? Tenta lembrar-te daquele tempo, – talvez um minuto, talvez menos – em que nada vinha interromper a tua paz, quando estavas certo de ser amado e de estar em segurança. Depois, tenta fazer um retrato em tua mente de como seria se esse momento fosse estendido até o final dos tempos e até a eternidade. E, então, deixa que a sensação de quietude que sentiste seja cem vezes multiplicada e em seguida multiplicada cem vezes mais.

Agora, tens uma idéia, nada mais do que um leve indício do estado em que a tua mente descansará quando a verdade vier. Sem ilusões, não poderia haver nem medo, nem dúvida, nem ataque. Quando a verdade vem, toda dor acaba, pois não há espaço para que pensamentos transitórios e idéias mortas se detenham na tua mente. A verdade ocupa a tua mente por completo, liberando-te de todas as crenças no efêmero. Essas não têm lugar porque, com a vinda da verdade, elas não estão em lugar algum. Não podem ser achadas, porque agora a verdade está em todo o lugar para sempre.

Quando a verdade vem, não fica só por um momento, para desaparecer ou transformar-se em outra coisa. Ela não se desloca e nem altera a sua forma, não vai e vem, nem vem e vai de novo. Fica exatamente tal como sempre foi e pode-se contar com ela a cada necessidade, ter perfeita confiança nela em todas as aparentes dificuldades e dúvidas geradas pelas aparências que o mundo apresenta. Essas meramente se desvanecerão quando a verdade corrigir os erros na tua mente.

Quando a verdade vem abriga sob as suas asas a dádiva da perfeita constância e do amor que não vacila diante da dor, mas olha para o que está além com firmeza e segurança. Aqui está a dádiva da cura, pois a verdade não precisa de defesa, portanto, nenhum ataque é possível. As ilusões podem ser trazidas à verdade para serem corrigidas. Mas a verdade está muito além das ilusões e não pode ser trazida até elas para transformá-las em verdade.

A verdade não vai, nem vem, nem se desloca, nem muda, ora tomando essa aparência, ora aquela, fugindo da captura ou mantendo-se fora de alcance. Ela não se esconde. Está na luz obviamente acessível. É impossível que alguém possa buscá-la verdadeiramente sem ter sucesso. O dia de hoje pertence à verdade. Dá à verdade o que lhe é devido e ela te dará o que te é devido. Não foste feito para sofrer e para morrer. É a Vontade do teu Pai que esses sonhos desapareçam. Deixa que a verdade corrija todos eles.

Não pedimos aquilo que não temos. Meramente pedimos o que nos pertence, para que possamos reconhecer o que é nosso. Hoje, vamos praticar no tom feliz da certeza que nasceu da verdade. Os passos trêmulos e vacilantes da ilusão não são a nossa abordagem de hoje. Estamos tão certos do sucesso quanto estamos certos de que vivemos, e esperamos, e respiramos, e pensamos. Não temos dúvidas de que caminhamos com a verdade hoje e contamos com ela para participar de todos os exercícios que fizermos nesse dia.

Começa pedindo Àquele Que vai contigo nesse empreendimento, que Ele permaneça na tua consciência à medida em que vais com Ele. Tu não és feito de carne, sangue e ossos, mas foste criado pelo mesmo Pensamento que também deu a Ele a dádiva da vida. Ele é o teu Irmão, e tão igual a ti que o teu Pai sabe que ambos são o mesmo. É ao teu Ser que estás pedindo para ir contigo e como poderia Ele estar ausente de onde estás?

A verdade corrigirá todos os erros na tua mente que te dizem que poderias estar à parte Dele. Hoje, falas com Ele e fazes a promessa de deixar que a Sua função seja cumprida através de ti. Compartilhar a Sua função é compartilhar a Sua alegria. A Sua confiança está contigo, enquanto dizes:

A verdade corrigirá todos os erros na minha mente,
e eu descansarei Naquele Que É o meu Ser.

Deixa então que Ele te conduza gentilmente à verdade, que te envolverá e te dará uma paz tão profunda e tranqüila que terás relutância em voltar ao mundo que te é familiar.

E, no entanto, ficarás contente em olhar para esse mundo novamente. A razão disso é que trarás contigo a promessa das mudanças que a verdade que vai contigo levará para o mundo. Elas aumentarão com cada dádiva de cinco breves minutos que lhe deres e os erros que cercam o mundo serão corrigidos à medida em que deixas que sejam corrigidos na tua mente.

Hoje, não esqueças a tua função. Toda vez que dizes a ti mesmo, com confiança: “A verdade corrigirá todos os erros na minha mente”, estarás falando por todo mundo e por Aquele Que Quer liberar o mundo assim como quer libertar a ti.

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Glossário de termos dessa lição

Amor: conhecimento – a essência do Ser de Deus e do seu relacionamento com a Sua Criação, que é imutável e eterna; está além de qualquer definição ou ensinamento e só pode ser vivido ou conhecido quando as barreiras da culpa tiverem sido removidas através do perdão.

Ataque: a tentativa de justificar a projeção da culpa sobre os outros para demonstrar seu pecado e sua culpabilidade com o propósito de nos sentirmos livres desta mesma culpa, pois o ataque é sempre uma projeção da responsabilidade pela separação, portanto, nunca é justificado. Também é usado para denotar o pensamento da nossa separação de Deus, pelo qual acreditamos que Deus nos atacará e nos punirá (nota – “ataque” e “raiva” são usados como sinônimos).

Culpa: o sentimento vivido em relação ao pecado. O seu reflexo, que vem das nossas mentes, é visto na totalidade das crenças e sentimentos negativos que temos sobre nós mesmos, em sua maioria inconscientes. A culpa se baseia numa sensação de in- dignidade inerente, aparentemente além do poder de Deus para perdoar. Embora estejamos equivocados, acreditamos que Deus exige que sejamos punidos pelo pecado aparente de termos nos separados Dele. Seguindo os conselhos do ego, que nos diz que encarar a culpa nos destruiria, negamos a sua presença em nos- sas mentes e a projetamos para fora em forma de ataque, seja contra os outros em forma de raiva, ou contra os nossos próprios corpos em forma de doença.

Cura: a correção na mente da crença na doença que faz com que a separação e o corpo pareçam reais; o efeito de se unir a outro no perdão, deslocando a percepção de corpos separados – a fonte de toda doença – para o nosso propósito compartilhado de cura neste mundo. Já que a cura se baseia na crença de que nossa verdadeira Identidade é o espírito, não o corpo, todos os tipos de doença não podem deixar de ser ilusórios, pois só um corpo ou um ego podem sofrer. A cura, portanto, reflete o princípio segundo o qual não existe uma ordem de dificuldades em milagres.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Mente: conhecimento – o agente ativador do espírito, ao qual se equivale, suprindo a sua energia criativa.

Percepção verdadeira: o agente da escolha; somos livres para acre- ditar que as nossas mentes podem ser separadas ou cortadas da Mente de Deus (mente errada), ou que podem ser devolvidas a Ela (mente certa); assim podemos compreender a mente dividida como se fosse composta por três partes: a mente errada, a mente certa e a parte da mente a que chamamos de “tomador de decisões” que escolhe entre as duas; não deve ser confundida com o cérebro que é um órgão físico e um aspecto do nosso ser corporal.

Mente Certa: a parte das nossas mentes separadas que contém o Espírito Santo – a Voz do perdão e da razão; somos repetidamente convidados a escolhê-la em lugar da mente errada, a seguir a orientação do Espírito Santo ao invés da do ego e assim retornar à mentalidade Una de Cristo.

Mente Errada: a parte da nossa mente separada e dividida que contém o ego – a voz do pecado, da culpa, do medo e do ataque; somos repetidamente convidados a escolher a mentalidade certa em lugar da mentalidade errada, que nos aprisiona ainda mais no mundo da separação.

Mente Una: a mentalidade de Deus ou Cristo; a extensão de Deus que é a Mente Unificada da Filiação, transcendendo tanto a mentalidade certa quanto a mentalidade errada; existe apenas no nível do conhecimento e do Céu.

Mundo: Nível 1 – o efeito da crença do ego na separação, que é a sua causa; o pensamento de separação e ataque a Deus revestido de forma. Sendo a expressão da crença no espaço e no tempo, não foi criado por Deus Que transcende inteiramente o tempo e o espaço; a menos que esteja sendo feita uma referência específica ao mundo do conhecimento, se refere apenas à percepção, o domínio do ego depois da separação.

Nível 2: mentalidade errada  –  a prisão da separação que reforça a crença do ego no pecado e na culpa, perpetuando a existência aparente deste mundo.

Mentalidade certa: uma sala de aula, na qual aprendemos as nossas lições de perdão, o instrumento de ensino do Espírito Santo para nos ajudar a transcender o mundo; assim o propósito do mundo é nos ensinar que o mundo não existe.

Mundo Real: estado da mente no qual, através do perdão completo, o mundo da percepção é libertado das projeções que colocamos sobre ele. Assim, é a mente que muda, não o mundo, e passamos a ver através da visão de Cristo que abençoa em vez de condenar; o sonho feliz do Espírito Santo; o fim da Expiação, desfazendo nossos pensamentos de separação e permitindo que Deus dê o último passo.

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Percepção verdadeira: mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Ser: a nossa verdadeira Identidade como Filhos de Deus; sinônimo de Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade e contrastado com o ser egoico que nós fizemos em substituição à criação de Deus; raramente usado em referência ao Ser de Deus.

Trindade: a unidade de Seus Níveis não é compreensível neste mundo; consiste de 1) Deus, o Pai e Criador, 2) Seu Filho, Cristo, nosso verdadeiro Ser Que inclui as nossas criações e 3) o Espírito Santo, a Voz por Deus.

Citação do Dia

“Eu não me encolho diante da dor da transformação.

Meu ego poderia preferir evitar minha dor e não olhar tão de perto para a raiz de sua causa. Hoje eu escolho a coragem que se requer para olhar honestamente para quem eu tenho sido, como eu tenho me comportado e como eu tenho contribuído para os problemas que assolam a minha vida. Um momento de crise pode ser um momento de crescimento, conforme o ser ferido se prepara para se transformar. Da crisálida de minha dor, eu irei forjar minha cura – as asas do meu ser recém-nascido.

Querido Deus,
Eu estou me preparando para ser um eu melhor,
Enfrentando caminhos nos quais não havia estado
A pessoa que Você gostaria que eu fosse.
Esteja comigo conforme eu atravesso a dor
De minha própria humilhação
E surjo perdoada
Por Você e por mim.
Amém.”

– extraido do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.

Que eu me aquiete e escute a verdade, Lição 106

Licao106_UCEM

Para ouvir essa lição:

Nota: há um glossário de apoio ao final da lição, esclarecendo os termos “Culpa”, “Dar/Receber”, “Deus”, “Ego”, “Espírito Santo”, “Expiação”, “Medo”, “Milagres”, “Pecado”, “Percepção Verdadeira”, “Salvação”, “Separação”, “Sonho” e “Trindade”, como referências para melhor compreensão do exercício.

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Que eu me aquiete e escute a verdade.

Se deixares a voz do ego de lado, por mais alto que pareça ser o seu chamado, se não aceitares as suas dádivas mesquinhas que nada te dão do que realmente queres; se escutares com uma mente aberta, que não tenha te dito o que é a salvação, então, ouvirás a poderosa Voz da verdade, quieta em poder, forte em serenidade e completamente certa em Suas mensagens.

Escuta e ouve o teu Pai te falar através da Voz que Ele designou, Que silencia o trovão daquilo que não tem significado e indica o caminho da paz para aqueles que não podem ver. Fica quieto hoje e escuta a verdade. Não te deixes enganar pelas vozes dos mortos, que te dizem ter achado a fonte da vida e a oferecem para que acredites. Não dês atenção a eles, mas escuta a verdade.

Hoje não tenhas medo de desviar-te das vozes do mundo. Caminha com leveza passando pela sua persuasão sem significado. Não lhes dês ouvidos. Fica quieto hoje e escuta a verdade. Passa por todas as coisas que não falam Daquele Que tem a tua felicidade em Suas Mãos e que a oferece a ti com boas-vindas e amor. Dá ouvidos só a Ele hoje, e não espera mais para alcançá-Lo. Hoje, ouve uma única Voz.

Hoje, a promessa do Verbo de Deus é cumprida. Ouve e fica em silêncio. Ele quer te falar. Ele vem com milagres mil vezes mais felizes e maravilhosos do que jamais sonhaste ou desejaste nos teus sonhos. Os Seus milagres são verdadeiros. Eles não se desvanecerão quando o sonho acabar. Em vez disso, eles acabam com o sonho e duram para sempre, pois vêm de Deus para o Seu querido Filho, cujo nome é o teu. Hoje, prepara-te para milagres. Hoje, deixa que se cumpra a antiga promessa que teu Pai fez a ti e a todos os teus irmãos.

Escuta-O hoje, e ouve o Verbo que ergue o véu que cobre a terra e desperta todos aqueles que dormem e não podem ver. Através de ti, Deus chama por eles. Ele precisa da tua voz para falar com eles, pois quem poderia alcançar o Filho de Deus senão o Pai, chamando através do teu Ser? Ouve-O hoje e oferece-Lhe a tua voz para falar a toda a multidão que espera para ouvir o Verbo que Ele pronunciará hoje.

Que estejas pronto para a salvação. Ela está aqui e te será dada no dia de hoje. E aprenderás a tua função Daquele Que a escolheu para ti em Nome do teu Pai. Escuta hoje e ouvirás uma Voz Que ressoará pelo mundo inteiro através de ti. O Portador de todos os milagres precisa que os recebas primeiro, tornando-te assim o feliz doador daquilo que recebeste.

Assim começa a salvação e assim termina, quando tudo for teu e tudo for dado, ela permanecerá contigo para sempre. E a lição terá sido aprendida. Hoje, estamos praticando o ato de dar, não da forma como o compreendes agora, mas tal como é. Os exercícios de cada hora devem começar com esse pedido para a tua iluminação:

Que eu me aquiete e escute a verdade.
O que significa dar e receber?

Pergunta e espera uma resposta. Essa é uma pergunta cuja resposta tem estado esperando há muito tempo para ser recebida por ti. Ela dará inicio ao ministério para o qual vieste e libertará o mundo do pensamento de que dar é um modo de perder. E assim o mundo vem a estar pronto para compreender e receber.

Fica quieto e escuta a verdade hoje. Para cada cinco minutos passados a ouvir, mil mentes se abrem para a verdade e ouvirão o Verbo santo que tu ouves. E, passada a hora, novamente liberarás mais mil mentes, que se deterão para pedir que a verdade lhes seja dada junto contigo.

Hoje, o santo Verbo de Deus é cumprido através do teu recebimento para que possas dá-lo, de modo que possas ensinar ao mundo o que significa dar, escutando e aprendendo com Ele. Não esqueças de reforçar a tua escolha de ouvir e receber o Verbo com esse lembrete, que darás a ti mesmo com a maior freqüência possível hoje:

Que eu me aquiete e escute a verdade.
Hoje, sou o mensageiro de Deus, a
minha voz é a Sua, para dar o que recebo.

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Glossário de termos dessa lição

Culpa: o sentimento vivido em relação ao pecado. O seu reflexo, que vem das nossas mentes, é visto na totalidade das crenças e sentimentos negativos que temos sobre nós mesmos, em sua maioria inconscientes. A culpa se baseia numa sensação de in- dignidade inerente, aparentemente além do poder de Deus para perdoar. Embora estejamos equivocados, acreditamos que Deus exige que sejamos punidos pelo pecado aparente de termos nos separados Dele. Seguindo os conselhos do ego, que nos diz que encarar a culpa nos destruiria, negamos a sua presença em nos- sas mentes e a projetamos para fora em forma de ataque, seja contra os outros em forma de raiva, ou contra os nossos próprios corpos em forma de doença.

Dar/receber: mentalidade errada – quando alguém dá, passa a ter menos, o que reforça a crença do ego na escassez e no sacrifício e serve de exemplo para o seu princípio de dar para receber, no qual ele dá de modo a poder receber mais de alguma outra coisa em retorno. Acreditando que pode dar aos outros seus presentes de culpa e medo, a versão do ego do que seja dar é realmente projeção. Mente certa: dar e receber são idênticos, o que reflete o princípio da abundância do Céu e a lei da extensão; o espírito nunca pode perder, pois quando alguém dá amor, recebe amor. As dádivas do Espírito Santo são qualitativas e não quantitativas e, por conseguinte, aumentam na medida em que são compartilhadas. O mesmo princípio funciona no nível do ego, porque na medida em que damos culpa (projeção), assim também a recebemos.

Deus: Primeira Pessoa da Trindade; o Criador, a Fonte de todo ser ou vida; o Pai, cuja Paternidade é estabelecida pela existência de Seu Filho, Cristo. A Primeira Causa, da qual o Filho é o Efeito; a essência de Deus é Espírito, o qual é compartilhado por toda criação, cuja unidade é o estado do Céu.

Ego: a crença na realidade do ser separado ou falso, feito em substituição ao Ser Que Deus Criou; o pensamento de separação que faz surgir o pecado, a culpa e o medo, assim como um sistema de pensamento baseado no especialismo para proteger a si mesmo; a parte da mente que acredita que está separada da Mente de Cristo. Essa mente dividida tem duas partes: a mente certa e a mente errada. Quase sempre o termo ego é usado para indicar a “mente errada”, mas pode incluir a parte da mente dividida que pode escolher a mentalidade certa, o que chamamos de tomador de decisões (nota: não deve ser confundido com o ego da psicanálise, mas pode ser superficialmente comparado com a psique inteira, da qual o ego psicanalítico faz parte).

Espírito Santo: Terceira Pessoa da Trindade que é metafórica – mente descrita no Curso como a Resposta de Deus à separação; o Elo de Comunicação entre Deus e Seus Filhos separados, fazendo uma ponte sobre a brecha entre a Mente de Cristo e a nossa mente dividida; a memória de Deus e Seu Filho que trouxemos conosco para nosso sonho; Aquele Que vê nossas ilusões (percepção), conduzindo-nos através delas à verdade (conhecimento); a Voz por Deus, o Que fala por Ele e pelo nosso Ser real, lembrando-nos da Identidade que esquecemos; também denominado como a Ponte, o Consolador, o Guia, o Mediador, o Professor e o Tradutor.

Expiação: plano de correção do Espírito Santo para desfazer o ego e curar a crença na separação; surgiu depois da separação e estará terminado quando cada Filho separado tiver realizado a sua parte na Expiação por meio do perdão completo; tem como princípio que a separação jamais ocorreu.

Medo: a emoção do ego, que é contrastada com o amor, a emoção que nos foi dada por Deus; tem origem na espera da punição pelos nossos pecados, exigida pela culpa; o terror resultante da- quilo que acreditamos merecer. O medo nos conduz, através da dinâmica de negação e projeção, a nos defendermos, atacando os outros, o que meramente reforça o nosso senso de vulnerabilidade, estabelecendo um círculo vicioso de medo e defesa.

Milagre: a mudança da mente que desloca a nossa percepção do mundo egoico do pecado para o mundo do perdão do Espírito Santo; reverte a projeção devolvendo à mente a sua função causativa, permitindo-nos escolher outra vez; transcende as leis deste mundo para refletir as leis de Deus; se realiza pela nossa união com o Espírito Santo ou Jesus, sendo o meio de curar as nossas mentes e as mentes dos outros (nota: não deve ser confundido com a compreensão tradicional de milagres como mudança nos fenômenos externos).

Pecado: a crença na realidade da nossa separação de Deus, vista pelo ego como um ato que não pode ser corrigido porque repre- senta nosso ataque ao nosso Criador, Que jamais nos perdoaria; conduz à culpa, que pede punição; equivale à separação e é o conceito central do sistema de pensamento do ego do qual todos os outros decorrem de forma lógica. Para o Espírito Santo, apenas um erro, no qual nosso pensamento pode ser corrigido e, portanto, perdoado e curado.

Percepção: Nível 1 – o mundo dualista da forma e das diferenças que passou a existir após a separação, excluindo mutuamente o mundo não dualista do conhecimento; este mundo surge da nossa crença na separação e não tem realidade fora deste pensamento.

Nível 2: vem da projeção – nós determinamos interiormente o que vemos do lado de fora; assim sendo, a nossa interpretação da “realidade” é crucial para a percepção, em vez do que parece ser objetivamente real.

Mente errada: a percepção do pecado e da culpa reforça a crença na realidade da separação.

Mente certa: a percepção de oportunidades de perdão serve para desfazer a crença na realidade da separação.

Percepção verdadeira (Verdade): mesmo sendo impossível no mundo ilusório da percepção, ainda assim o amor se expressa aqui através do perdão; é a emoção que Deus nos deu em contraste com a emoção do ego que é o medo, e se manifesta em qualquer expressão de união verdadeira com o outro.

Salvação: a Expiação ou o desfazer da separação; somos “salvos” da nossa crença na realidade do pecado e da culpa através da mudança da mente que o perdão e o milagre acarretam.

Separação: a crença no pecado que afirma uma identidade separada de nosso Criador; pareceu acontecer uma vez, e o sistema de pensamento que surgiu dessa ideia é representado pelo ego; resulta em um mundo de percepção e forma, de dor, sofrimento e morte, real no tempo, mas desconhecido na eternidade.

Sonho: o estado pós-separação no qual o Filho de Deus sonha um sonho de pecado, culpa e medo, acreditando que essa seja a realidade, e o Céu o sonho; o Filho, sendo o sonhador, é a causa do mundo que é o efeito, apesar dessa relação de causa e efeito parecer ser revertida neste mundo, onde parecemos ser o efeito ou as vítimas do mundo; ocasionalmente usado para denotar sonhos durante o sono, embora não exista nenhuma diferença real entre eles e os sonhos que sonhamos acordados, pois ambos pertencem ao mundo ilusório da percepção.

Trindade: a unidade de Seus Níveis não é compreensível neste mundo; consiste de 1) Deus, o Pai e Criador, 2) Seu Filho, Cristo, nosso verdadeiro Ser Que inclui as nossas criações e 3) o Espírito Santo, a Voz por Deus.

 

Citação do Dia

“Que eu me lembre de que já sou completo.

Eu não preciso criar um eu perfeito, pois Deus já o fez. Não há qualquer buraco que eu deva preencher. Eu não estou faltando, pois eu sou completa em Deus. Minha única necessidade é lembrar quem eu sou: uma filha de Deus, eternamente inocente e de pureza imutável. Conforme eu alinho minha personalidade com a verdade do meu espírito, a luz dentro de mim então brilha. É a esse processo que eu dedico minha vida hoje.

Querido Deus,
Por favor remova de mim
Os medos que escondem meu amor,
A escuridão que esconde minha luz
E os defeitos que escondem minha beleza.
Purifique meus pensamentos,
Para que eu possa ser um reflexo na Terra
Do amor que é divino.
Amém.”

– extraído do livro “Um Ano de Milagres: Devoções e Reflexões diárias”, de Marianne Williamson.